domingo, julho 31, 2005


O mês de julho acabou e a preguiça me permitiu que eu lesse apenas dois livros. Aliás, duas obras magníficas, o primeiro foi Werther de Goethe.
"Sim, nada mais sou do que um viajante, um peregrino sobre a terra! E você é alguma coisa mais do que isso? (passagem do livro)

Uma outra obra fantástica foi "GEN Uma história de Hiroshima" com o título "Pés descalços"

Trata-se de um mangá legítimo, mas que em vez de trazer robôs futuristas, ninjas ou garotinhas combatendo alienígenas, traz uma história real, a do bombardeio de Hiroshima e suas conseqüências, escrita e desenhada de forma autobiográfica por alguém que esteve lá e testemunhou o horror quando tinha sete anos de idade.
Segundo os críticos, Gen poderia ser classificado como um gibi panfletário, mas seu ponto forte é a caracterização da vida e dos costumes do Japão no período da guerra, onde o fanatismo militarista e a escassez de alimentos imperava.
A explosão da bomba, por exemplo, só acontece no final do livro. O que chama atenção, é de um simples mangá que é capaz de trazer muito mais informações sobre o horror da bomba do que muitos filmes não conseguiram fazer.
Uma poesia...

Trancedental

A cidade que ví construída
Era tão vazia e sem vida
As coisas que via
Fazia-me navegar pelas veredas da incapacidade humana
Assim como a fauna urbana

Não temos mais nada o que compreender
Não temos mais nada a fazer
Assim como um mendingo fazendo promessas
Assim como tentar entender
Assim como tentar viver
Assim como lutar

Enchergar a nova terra
O mais belo caminho
A mais bela flor
Talvez ainda viva

quarta-feira, julho 27, 2005


Olhem só o que fizeram, mas até que ficou engraçado! Isso é obra do pessoal da diagramação do jornal. Me contaram e não acreditei, mas até que ficou legal.
Da esquerda para direita, George, eu, Robson e Daniela.
Putz!
Até mais!


Este é um dos melhores CDs gospel que já ouvi. Quem curte um bom funk vai se surpreender. É de mais! Não dá pra ficar parado!

Um cd que estou ouvindo muito e vale conferir é o 100th Window da banda Massive Atack. Nos últimos álbuns, a banda contou com as participações de Tracey Thorn (Everything But the Girl) e Liz Fraser (Cocteau Twins), desta vez a cantora convidada é O'Connor, que andava meio sumida. Mesmo assim, a garota manda bem em "A Prayer for England" com uma voz suave que combina bem com as batidas tecno do grupo. Uma outra canção que disponibiliza um bom clima para quem ouve o CD é "What your soul sings", nesta interpretação O' Connor mostra que continua com uma bela voz e a atmosfera gerada pelo som do grupo caiu bem com a cantora.
Mas, a música mais bela do CD é a 5ª faixa, "Butterfly Caught", onde o clima denso prevalece, lembrando um pouco a banda Pink Industry. Fantástico!
Vale a pena.








Um pouco de poesia...

O pescoço e os pés

Os pés andam com os sapatos;
Um amigo meu já anda descalço;
Agora, você prefere os pés no chinelo.

Eu prefiro o pescoço

Ela prefere tênis amarelo;
Os pés preferem as meias;
Agora, você prefere sapatos sem meias.

Eu prefiro o pescoço

A língua prefere a boca;
As orelhas preferem a língua;
Agora, você prefere os pés.

Eu prefiro o pescoço

segunda-feira, julho 25, 2005







Aí pessoas! Aqui estão algumas fotos da cidade histórica de Pitangui.
Chamo atenção para uma foto em especial, que é a do muro de barro, construído pelos escravos há uns 300 anos. Aquela que estou "segurando a jaca", favor ignorar (rs!).

Na viela (acima) funciona uma lan house, não parece mas dentro da casa (um sobrado azul e laranja) estava lotada de jovens ligados na net.

quarta-feira, julho 20, 2005

Kit viagem
Amanhã estarei indo para Minas Gerais. É claro que para qualquer viagem é necessário um kit básico de entretenimento, então estou levando na bagagem, um walkman é claro; Werthers de Goethe; e um aparelho de MP3 forrados de músicas.
Coloquei as seguintes faixas, que para mim são as melhores no momento. Confira:
1 - The Verve - Bitter sweet symphony
2 - Dave Matthews band - Crash into me
3 - Eletronic - Forbidden city
4 - Smiths - You've got everything now
5 - Smiths - I don't owe you anything
6 - Daryl Hall/John Oates - I can't go for that
7 - Galaxie 500 - Fourth of july
8 - Queen - Under Pressure
9 - Marvin Gaye - Mercy mercy me
10 - Marvin Gaye - What´s going on
11 - Cure - Just like heaven
12 - Beach boys - Wouldn't it be nice (Fantástica)
13 - Beatles - A day inthe life
14 - OMD - Secret
15 - Indigle Girls - Power of two
16 - Lemonheads - If I could talk I'd tell you
17 - Lemonheads - Into in your arms
18 - Primitives - Crash
19 - Primitives - Thru the flowers
20 - Sonic Youth - 100%
21 - Aztec Camera - Oblivius
22 - The Church - Under the milkway
23 - Bronski beat - In my dreams
24 - Areta Franklin - Respect
25 - Led Zeppelin - Night Flight
26 - Led Zeppelin - Ten years gone
27 - Neil Young - Harvest mon
28 - Lloyd Cole - Perfect Blue
29 - Lloyd Cole - Cut me dow
30 - Rolling Stones - Farway eyes

Até a volta, estas 30 músicas irei ouvir muitas, muitas, muitas vezes...
Até breve.

terça-feira, julho 19, 2005


Valeu!!
Este espaço é um desejo antigo e pela primeira vez tomei vergonha para começar a esrever sobre alguma coisa, sem ser matérias jornalísticas. Como as futilidades são interessantes, não é verdade? Concordando ou não, o besteirol do dia a dia não deixa de ser comentado, nas rodas de amigos, em casa, na faculdade, no busão, na fila do banco...
Mas, pra vamos jogando as coisas na panela e vamos ver no que dá.
Bom, este blog está saindo do forno, como é a primeira vez que escrevo, irei começar colocando uns textos antigos, aos poucos irei atualizando.

Estes dias, andando em um sebo achei o um CD do Pink Floyd que estava procurando há tempos. Já o tinha gravado, mas nada melhor que o original não é vardade. Para quem não o conhee, a capa deste ábum que me refiro, é a terceira bunda da esquerda para direita.
Verme que roeu as carnes
“É melhor viver 10 anos a mil do que mil anos a 10”, frase de uma música popular que tem suas verdades. Depois de ver as notícias horríveis sobre o "mensalão", violência no Brasil e atentados por aí, cheguei a seguinte conclusão: quero aproveitar todas as oportunidades que aparecerem a minha frente.
Se aparecer um vendedor de jogo do bicho e da loteria federal não vou perder a oportunidade de comprar. Quando passar em frente a casa lotérica vou fazer aquela “fezinha” para tentar ganhar o prêmio acumulado.
Vou passar em frente de um restaurante chinês e comer aquele prato gigantesco de frango xadrez. À tarde comerei hot dog do carrinho da esquina com muita maionese e quando ver o tiozinho, que vende coxinhas por Diadema gritando “glória Deus”, vou comprar umas duas.
À noite se me ligarem para sair para dançar, irei chacoalhar o esqueleto ao som de muita black music ou rock, o que seja! E por aí vai, cada um a sua maneira.
É isso aí, aproveitar a vida sem culpa em todos os sentidos. Tudo isso sem tirar a nossa responsabilidade que temos perante a casa, a rua e o trabalho e da nossa própria vida pessoal com os nossos objetivos.
Afinal de contas não podemos nos dar o direito de levar a vida igual ao personagem de Machado de Assis, Brás Cubas, que morreu aos 64 anos, sem alcançar seus objetivos. A história é contada por um defunto, que não aproveitou a vida em nada e diz: “ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver, dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas”. É isso aí!