quinta-feira, agosto 21, 2008

E a medalha foi para... NINGUÉM

No dia em que o Diego sentou, a vara de Fabiane Murer sumiu. Pois é... A atleta levou 10 varas, mas apenas uma sumiu! É mole? Não! É duro mesmo! Será que com as nove restantes ela não poderia competir? Sei lá?
Mas acho uma palhaçada quando tentam trazer os jogos olímpicos para o Brasil em um país que não dá a mínima para o esporte. Esta foi a maior delegação brasileira em olimpíadas 277 atletas em diversas modalidades, enquanto em Sydnei em 2000, o Brasil levou 206 e em Atenas em 2004, o país levou 247 atletas.
Bom, estes números não refletem em números de medalhas:
- Atlanta - 1996 - 3 ouros, 3 pratas e 9 bronzes
- Athenas - 2004 - 5 ouros, 2 pratas e 3 bronzes
- Sidney - 2000 - 3 ouros, 6 pratas e 6 bronzes

Confesso que torci para a derrota da seleção brasileira de futebol, pois acho que estes atletas nem deveria estar competindo. Afinal o Brasil tem uma cultura “monoesportiva”, onde só o futebol tem importância. O vôlei às vezes se destaca pelas ótimas equipes dos últimos anos. O dia que não aparecer sucessores para Bernardinho o esporte tende a cair por água baixo, como aconteceu com o basquete de Oscar.
Enquanto isso, modalidades como boxe, atletismo, entre outros estão abandonadas.

Bandeirantes: "melhor cobertura é piada"

Os jogos olímpicos começam bem antes dos jogos. Esta é a minha definição. Para se ter uma idéia do despreparo dos jornalistas quanto aos atletas brasileiros. Estava assitindo um jogo de vôlei e de repente aparece um link ao vivo da corrida de 400 metros. Era uma semifinal da modalidade. E o repórter dizia: “Temos uma brasileira correndo na raia 8”. Depois do tiro esta brasileira termina em 5º lugar e tiram o link do ar. E o cara faz um comentário: “Ela correu mal na curva e conseguiu se classificar. Segue a partida de vôlei”. Meuuu... Quem era esta atleta? Até hoje não sei. Não fomos informados. Ela consegiu chegar em 5º lugar em uma prova classificatória, é ótimo. Afinal que apoio ela teve? A Bandeirantes nunca fez uma matéria sobre esta atleta, aliás com esporte amador nenhum. Pois o punico horário esportivo da programação são para aquelas corridas de carros ridículas e aquelas mesas redondas horríveis, com exceção da maravilha da Renata Fan, é claro.

quarta-feira, agosto 13, 2008

Ato falho

Caramba! Todos têm uma predisposição de uma loucura qualquer e, acho que sou um “louco” de primeira. Isso porque às vezes tenho vontades estúpidas, por exemplo: de gritar bem alto dentro do carro; tirar ceroto do nariz quando ninguém está vendo; entrar em lojas de animais e ficar minutos olhando os peixes no aquário (que imbecilidade); entregar o filme alugado da locadora sem assisti-lo; dormir com a TV ligada; esquecer onde estacionou o carro (principalmente em shoppings); procurar os óculos mesmo com eles "na cara”...
Mas nada se compara a loucura de deixar a mesma em ordem... Onde fica o computador. Aliás, ordem na minha visão, pois na visão dos outros é uma eterna bagunça. E toda vez que arrumo minhas “coisas”, nunca lembro onde as coloquei.
Bom... Se não sei onde coloco as coisas “materiais”, então imaginem as “abstratas”, principalmente detalhes de uma prova que tanto estudamos para fazê-la... Sim, sim, é cruel!
Mas anyway, para muitos trata-se de organização, porém, quando não dá certo, a acusação vem logo: relapso, relaxado, desorganizado...
Prefiro ver apenas como... “Ato falho”, certas (des)organizações são espécies de “loucuras” conscientes.

sexta-feira, agosto 08, 2008

O sabor pirata


Estes dias estava com uma fome danada, então resolvi comprar um salgadinho, escolhi batas chips. Então o vendedor me perguntou: você quer de sabor churrasco, bacon ou galinha? "Hã?!", respondi de imediato, sem saber ao certo se respondi perguntando ou como interjeição.


O fato é que comprei batatas de sabor "churrasco". Depois pedi uma coca-cola, com sabor limão. Horas mais tarde, cheguei em casa e resolvi fazer "miojo", aliás, era uma marca qualquer, e acabei comendo com sabor "camarão".


À tarde, me deu uma fome danada, então resolvi fazer uma boquinha né! E eis que encontro na geladeira uma margarina com sabor de presunto. "Essa não!", pensei, deve ter sido comprada pelo meu pai, não vou comer isso não, foi o que passou pela minha cabeça, mas não resisti e comi a tal margarina com sabor de presunto com bolachas de sabor mel, uma mistura fantástica! E para beber, um kisuko de sabor uva.


Depois de tudo isso, cheguei a conclusão que "comi" apenas os sabores, o alimento em sí foi uma ilusão, pois não foi nada real. Me alimentei da verdadeira comida pirata e o pior, ninguém reclama disso! Se formos aos supermercados iremos encontrar uma série de: churrascos, bacon, galinha, farofa, pernil, presunto... Tudo falsificado ou disfarçados de outros produtos. É a modernidade alimentícia... Me deu até fome, acho que vou comer um frango... Sabor miojo!

sexta-feira, agosto 01, 2008

O homem cordial

Estes dias conversando com um amigo (Pablo:http://www.caixa-registradora.blogspot.com/) descobrimos que a tecnologia é cordial, não os homens. E tudo isso é visível em nosso dia a dia, pois quando ligamos o computador o sistema Windows já faz um barulhinho de saudação, quando estamos escrevendo um texto no Word e esquecemos de salvá-lo o computador nos pergunta se desejamos salvar ou não; se desligarmos alguns aparelhos eletrônicos como Ipods ou qualquer aparelhinho de MP3, aparece uma mensagem dando tchau; em alguns carros, se a pessoa esqueceu de colocar o cinto, o sistema avisa; nos ônibus, enquanto a porta estiver aberta o motorista não pode seguir viajem; quando a bateria do celular ou da máquina fotográfica está acabando aparece uma imagem nos informando que a danada está acabando.

Enquanto isso as pessoas não se cumprimentam, não cede o assento para os idosos nos ônibus e metrô, não dizem bom dia, quanto menos boa noite. No trânsito, o errado é sempre o outro e por aí vai.

Bom, estes são apenas alguns exemplos que a cordialidade agora é de responsabilidade do “outro”, não mais dos homens. O antropólogo Sérgio Buarque de Hollanda descreve sobre o tal “homem cordial”, mas de um outro viés, pois ele fala do “jeitinho” brasileiro. Porém em tempos globalizados e nesta tal pós-modernidade, a cordialidade hoje em dia é das máquinas, da tecnologia, do consumo...