segunda-feira, março 12, 2012

Morrissey: There is a Moz that never goes out




Há 12 anos no Olympia em São Paulo, Morrissey se apresentava para um público fiel, que eram os fãs dos Smiths e de seus seguidores em geral, pois naquela época, Moz, como é conhecido, estava no final da turnê de seu sexto álbum, o Maladjusted, de 1997, e sua apresentação encantou a todos, quando apresentou seus hits, dos primeiros álbuns pós-smiths.
Desta vez, neste domingo, dia 11, no desconhecido local para concertos internacionais, no Espaço das Américas, na Barra Funda, viu-se uma multidão de fãs de todas as idades, desde os incondicionais dos anos 80, aos inúmeros grupos de adolescentes. Antes do show, uma multidão se aglomerava no portão principal desde a madrugada de sábado, e não arredaram o pé, mesmo com a forte chuva que caiu à tarde. Na fila, alguns fãs carregavam flores para entregar ao “maior inglês vivo”, segundo o jornal britânico The Guardian, e na rua, via-se um desfile de pessoas de todas as idades, provando que o ídolo pop renovou seu público, mesmo sendo pouco tocado nas rádios, porém, suas músicas, são obrigatórias nas casas noturnas especializadas em músicas índie.
O show começou com a abertura de Kristeenyoung, lançando seu álbum Volcanic, e chegou a tirar alguns aplausos da plateia, pela sua voz, que lembra a cantora Kate Bush misturadas com as performances de Laurie Anderson e PJ Harvey.
Antes do show o telão homenageava ídolos do Morrissey, como o Johnny Cash, Nico, Sandie Shaw e New York Dolls, durante a apresentação destes vídeos, fazia-se silêncio, criado pela expectativa de que Moz poderia subir ao palco a qualquer momento, e de repente ele aparece com uma camisa amarela em uma calça preta e solta: “Hello Sampa!” E dispara a primeira pérola: “First of the Gang to Die".
Dos Smiths foram seis músicas, que levaram os fãs ao delírio. Porém, seu set list, foi inconsistente por não dar um padrão ao show. Em certos momentos as músicas eram lentas e poucos conhecidas como “Speedway” ou mesmo “Meat is Murder”, pois, como vegetariano que é, cantou com um vídeo no fundo onde animais eram mortos, transformando o show em algo chato.
Moz se dirigiu pouco ao público e quando falou foi irreverente: “O príncipe Harry está aqui! Eles querem dinheiro, digam não!”. Aos 52 anos, Moz ainda surpreende no palco, e chegou a trocar a camisa quatro vezes, como de costume. Seu desempenho teve movimentos que lembravam quando era ainda vocalista dos Smiths e acompanhado com uma ótima banda, tanto que em “How soon is now” o rif de guitarra chegou bem perto do incomparável Johnny Mar.
Depois da sonolenta “Let Me Kiss You”, Moz falou: “Tá na hora de melhorar”, e mandou o clássico dos Smiths: "There Is a Light That Never Goes Out". Realmente, não se apaga e nem se apagará, pois Moz, mesmo com sua apresentação inconstante, é para ser admirado tanto pela qualidade das músicas, quanto pelo que ele representa para o cenário musical. Há 12 anos, o seu repertório contou com apenas uma música dos smiths, "Last night I dreamt that somebody love me" e, neste show foram seis músicas que provam que Moz está resgatando o passado, porém para um público novo.

Fonte da Imagem: Comunidade do facebook Morrissey Brasil

Set list do show
"You Have Killed Me"
"Black Cloud"
"When Last I Spoke to Carol"
"Alma Matters"
"Still Ill"
"Everyday Is Like Sunday"
"Speedway"
"You're the One for Me, Fatty"
"I Will See You in Far-Off Places"
"Meat Is Murder"
"Ouija Board, Ouija Board"
"I Know It's Over"
"Let Me Kiss You"
"There Is a Light That Never Goes Out"
"I'm Throwing My Arms Around Paris"
"Please, Please, Please Let Me Get What I Want"
"How Soon Is Now?"
Biz:
"One Day Goodbye Will Be Farewell"
Fiz uma filmagem da abertura do show. O Espaço das Américas é um local ruim, o som não é bom e os telões não estavam funcionando.

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