domingo, outubro 28, 2012

Que PT você quer?


Lá em meados dos anos 80, me pai, que nunca se envolveu com política, se reunia com alguns moradores de bairro na Paróquia da Avenida Santo Afonso, aqui no Jardim Miriam. Mediados pelo padre Tony, o pároco da igreja, surgia ali a Associação dos Moradores de Bairro e, que tempos mais tarde ajudou para o nascimento do Partido dos Trabalhadores. Na época, o local era uma das bases do partido na região, que lá no final dos anos 80 apoiava o então metalúrgico Luis Inácio Lula da Silva.
Lembro quando meu pai participava das reuniões de bairro, que na verdade funcionava como uma pré-sede petista ainda na igreja, e tempos mais tarde acabou ganhando uma sede própria, com status de “associação” e as reuniões do partido foram para outro espaço. Mesmo, assim, quase toda a diretoria da associação era de “petistas”.
Com o passar do tempo, lá pra meados dos anos 90, o PT perdeu força no bairro e outro grupo político assumiu a associação. É sabido que o PT daquela época é diferente do PT de hoje. Aqueles jovens que lutaram por democracia na época da ditadura hoje, alguns deles não sabem ainda lidar nem com as redes sociais. Talvez o quadro do partido tenha envelhecido, perdido forças, pois não se renovou.
É claro que o corpo a corpo é muito mais importante que as redes sociais, porém, os interesses que se trocam do PT de hoje, com o PT de anos atrás são bem diferentes. Exigir que o Partido dos Trabalhadores tivesse estes mesmos interesses do passado, é pedir para que o partido regrida, pois mudaram os valores, o plano, o projeto, as pessoas, enfim, a sociedade mudou, porém, restou apenas um desejo: poder.
Acusar o partido e dizer que sua história foi borrada com o caso do “Mensalão” é hipocrisia, pois o partido é uma instituição bem maior. Todos os partidos políticos no Brasil têm uma história de luta, de direitos e de objetivos por uma sociedade justa. É claro, que, cada um à seu modo com suas ideologias. Mas, quantos casos escândalos rondaram a nossa política e os nossos partidos? O importante é moralizar a política e condenar os culpados.
Em toda esta “polarização” PT-PSDB trará o protesto dos derrotados, que argumentam: “O povo é burro elege o partido do mensalão, partido sem propostas...” O mesmo acontece do outro lado. “Entrou o novo, não mora na cidade, sem proposta, projetos e agora tudo vai por água a baixo”. Pensamentos pequenos e injustos, pois o melhor de tudo isto, é a democracia. A oportunidade de uma nova proposta ser aplicada em prol da população. Cabe à sociedade aprovar ou não depois de quatro anos.
Capital Paulista - No caso de São Paulo com Haddad, é preciso tempo. O que não pode acontecer é o loteamento das Subprefeituras e permitir que coronéis continuem a mandar na cidade sem conhecer a necessidade dos bairros como Kassab faz. Enquanto ministro, Haddad foi revolucionário, apesar de receber várias criticas. Mas criou uma visão sistêmica da educação, que levou o Ministério a atuar da creche à pós-graduação; criou o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), que passa a medir a qualidade do ensino fundamental e médio, por mais que seja criticada por alguns educadores, serve como parâmetro para o desenvolvimento da educação no país.
Talvez a maior mudança foi a substituição do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF) pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica- (FUNDEB). Muitos perguntam: “O que é isto?”. Trata-se da lei obrigatória que faz com que os municípios invistam na Educação, como todo, da pré-escola ao Ensino Médio. Antes era só o Fundamental. Isso faz parte agora da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Tem ainda o ENEM e o Prouni.
O que temos certeza é que a população quer ser bem tratada, com bons hospitais, transporte público de qualidade, escola em perfeitas condições e com professores estimulados para entrar em uma sala de aula. Independente de partido o mais importante é fazer cm que o povo tenha uma identidade capaz de exercer a cidadania e reivindicar os seus direitos quando for necessário. Que partido você quer?

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