Quanto pior o ensino, menor chance de verbas

Os mil municípios brasileiros que têm os piores índices de educação do País, apesar de serem os que mais precisam, não conseguem receber recursos extras do Ministério da Educação por absoluta falta de capacidade técnica para fazer projetos. Um cruzamento feito pelo próprio ministério revelou que, das 1.625 cidades que recebem recursos para projetos, praticamente nenhuma está entre as piores.

“A verdade é que quem mais precisa de ajuda não pede, é muito raro”, disse o ministro da Educação, Fernando Haddad. “O diagnóstico que temos é que, mantido o padrão das últimas décadas, nunca iríamos atingir os que mais precisavam.”

Como o próprio ministro afirmou, parece óbvio, mas até hoje havia “escapado” ao ministério: as deficiências técnicas e a falta de capacidade de gerenciamento dessas prefeituras as impediam de tentar apresentar projetos e, muitas vezes, de ter conhecimento de que os projetos existiam.
Lisandra Paraguassú, BRASÍLIA – Estadão 04/04/07

Pesquisa mostra que um em cada cinco jovens está fora da escola


Uma pesquisa elaborada feira pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), revela que um em cada cinco jovens entre 15 e 17 anos está fora da escola, o que representa cerca de 20% do total dessa faixa etária. A pesquisa feita pela fundação é com base dos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Nesse estudo, mostra que os alunos de São Paulo não comparecem a aula. A pesquisa teve como objetivo subsidiar a iniciativa do PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação), do MEC, de dar prioridade à educação básica em detrimento do ensino superior.
Veja a pesquisa completa - http://www4.fgv.br/cps/simulador/site%5Fcps%5Feducacao/

Entre os jovens de 15 a 17 anos, os que têm maior jornada na escola são os de Brasília, com uma média de 4,8 horas por dia. Já o Estado de Santa Catarina ocupa o último lugar, com 3,1 horas. O Rio de Janeiro lidera o ranking de matrícula, com 88% dos jovens na faixa de 15 aos 17 anos matriculados em escolas públicas ou privadas. Pernambuco está em último lugar, com 75%.
Sérgio Pires e Agência Brasil

PFL vira Democratas, o Partido do Demo

O PFL- o velho Partido da Frente Liberal que surfa no poder desde a ditadura- comemora a mudança de nome. Contratou um webdesigner e um publicitário jovem e "esperto" e agora se chama "Democratas". Simples assim. O site agora tem videozinhos do YouTube e blogs. Dizem que é a "renovação natural" do partido, a chegada dos jovens...Sim, realmente. Dá para ver de longe os jovens. São eles: o deputado federal Paulo Bornhausen (SC), filho do atual presidente do partido Jorge Bornhausen; Rodrigo Maia (RJ), filho do prefeito do Rio, Cesar Maia; Efraim Filho, filho do senador Efraim Morais (PB); Felipe Maia (RN), filho no líder do PFL no Senado, José Agripino; e, last but not least, Antônio Carlos Magalhães Neto, cujo nome e sobre nome já dizem tudo.Este é o "novo" PFL, rebatizado de Democratas. O suingado Deputado Aleluia gostaria que chamássemos o partido pelo apelido de "Democras". Desculpe, seu Aleluia, mas vou prefir chamá-lo de PD, o Partido do Demo.

Para ministra, racismo contra brancos é natural



Ontem (28) foi publicado em todos os jornais a declaração da ministra Matilde Ribeiro, titular da Secretaria Especial de Política da Promoção da Igualdade Racial (Seppir), quando ela considera natural a discriminação dos negros contra os brancos. É realmente lamentável uma pessoa que ocupa tal cargo fazer uma afirmação destas.
A entrevista foi dada à BBC Brasil para lembrar os 200 anos da proibição do comércio de escravos pelo Império Britânico – tido como o ponto de partida para o fim da escravidão em todo o mundo –, ela afirmou que "não é racismo quando um negro se insurge contra um branco".
A ministra foi mais longe ainda quando disse que “A reação de um negro de não querer conviver com um branco, eu acho uma reação natural. Quem foi açoitado a vida inteira não tem obrigação de gostar de quem o açoitou", justificou a ministra.
Ela disse ainda que vai demorar até que as políticas públicas implantadas nos últimos anos comecem a dar resultados concretos. Bom se os resultados que ela espera tem a ver com suas declarações... Vamos ter muito mais racismo, mas enfim! Segundo a ministra isso é natural! Fazer o que né?
Sérgio Pires

Educação

Boa gestão, e não orçamento maior, determina boas notas

Diretores de unidades que perseguem metas e monitoram cumprimento de aulas melhoram desempenho escolar

Simone Iwasso - उओल - २३.०३.07

Gerenciar bem os recursos na escola faz mais diferença para um bom desempenho dos estudantes do que apenas investir muito dinheiro। A afirmação, óbvia para economistas e administradores, mas ainda tabu no setor pedagógico por envolver conceitos como metas, objetivos, avaliações e resultados, é uma das principais conclusões de um estudo inédito feito a partir de dados do Sistema Nacional da Avaliação Básica (Saeb) e da Prova Brasil, aplicados pelo Ministério da Educação।

“O cruzamento mostra que não há relação direta entre os recursos e a nota dos alunos”, explica o economista Naércio Menezes Filho, autor da pesquisa “Determinantes do Desempenho Escolar do Brasil”, obtida com exclusividade pelo Estado e que será apresentada amanhã em evento em São Paulo. Um exemplo dessa constatação é o caso de municípios que gastaram quase R$ 1 mil por aluno ao ano e tiveram estudantes da 8ª série com média de 250 pontos em matemática no Saeb, enquanto outras cidades obtiveram o mesmo resultado com R$ 250. “É claro que dinheiro é importante, mas diferenças na gestão, na forma de alocá-lo são mais importantes para explicar melhores resultados do que a simples quantidade de recursos”, diz Menezes Filho, que é coordenador do Centro de Pesquisa Acadêmica do Ibmec São Paulo e professor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo.

O professor comparou as notas dos exames, divulgadas pelo ministério, com os recursos no orçamento da educação dos municípios, que constam no Tesouro Nacional. O Saeb é uma prova feita a cada dois anos por amostragem para alunos da 4ª e 8ª séries do ensino fundamental e 3º ano do médio. Avalia o aprendizado de língua portuguesa e matemática. Já a Prova Brasil foi feita pela primeira vez em 2005 em todas as escolas públicas de Estados e municípios que aderiram ao projeto.

A EFICIÊNCIAPelo cruzamento, o município de São Paulo gastou ao ano por aluno da 4ª série R$ 1.060 e teve média de 168 pontos na Prova Brasil - o que quer dizer que eles conseguem só fazer soma e subtração, não chegando à multiplicação. Por outro lado, os estudantes de Rio Branco (AC), com média de 177 pontos, custaram R$ 589. Já os de Porto Alegre custaram R$ 843 e tiveram média de 184 pontos - nessa escala, o aluno faz multiplicações simples, mas não lê as horas num relógio de ponteiros.Variações maiores são percebidas no interior.

O município de Areias (SP) investiu R$ 2.681 e seus alunos tiveram 167 pontos; em Presidente Kennedy (ES), foram R$ 2.254 e 165 pontos. Na outra ponta, Birigüi (SP) teve bom resultado: média de 209 pontos e investimento de R$ 889.

A partir dos 200 pontos, eles usam relógio de ponteiros e multiplicam números de dois algarismos.“A partir de outros relatórios tínhamos mesmo esse indicativo de que o gasto não influenciava diretamente o desempenho. O que esse cruzamento faz agora é reforçar o conceito de que um dos grandes problemas da educação é a falta de gestão”, diz a secretária da Educação do Distrito Federal, Maria Helena Guimarães de Castro.

Ela também comprovou essa indicação numa pesquisa recém-concluída. “As melhores escolas que encontramos aqui foram as que o diretor estava empenhado”, diz Maria Helena. “Todas recebem o mesmo valor, mas o desempenho do aluno varia até 30% entre elas. E algumas das melhores estavam em bairros periféricos”, afirma.

As variantes percebidas pela secretária como diferenciais são as mesmas encontradas no cruzamento feito por Menezes: diretor estável, que independe da iniciativa da secretaria, controla faltas de professores e monitora o cumprimento das aulas.“O ambiente dos educadores ainda rechaça a visão de que a educação é um serviço, que deve prestar contas de seus resultados e ter uma gestão profissional.

Temos dados de uma pesquisa que vamos divulgar que mostram que os professores, quando trabalham na escola pública e na privada, admitem faltar muito mais na pública, porque na privada são cobrados por suas faltas”, afirma Ilona Becskeházy, diretora-executiva da Fundação Lemann, que atua na formação de gestores da educação. Resultados de um dos projetos da fundação, aplicados em 2005 em Santa Catarina e São Paulo, mostraram acréscimo de 18% nas notas de português dos alunos da 4ª série depois que diretores receberam aulas.

O processo foi repetido ano passado com resultado semelhante em Tocantins e Ceará. No entanto, segundo Ilona, ainda estamos longe da profissionalização, já que nomeação direta ou política para diretor é comum em pelo menos oito Estados, como na Bahia. “Se dependesse só de volume de recursos, era para a situação ter mudado. Prestar contas não é só mostrar nota fiscal, é ter resultado”, diz Maria Auxiliadora Resende, secretária da Educação de Tocantins e presidente do Conselho Nacional de Secretários da Educação.

Em Tocantins, com mudança na gestão (metas para professor, controle de falta e nomeação de diretor por capacidade técnica) houve, de 2001 a 2005, melhora de 30% no Saeb.

Dia da audiência

Dia da audiência... E a testemunha?
Em algumas horas estarei diante de um juiz! Trata-se de uma ação trabalhista que movi contra uma empresa, isso após ter trabalhado 45 dias e não ter recebido um vintém. É duro... Tenho várias provas que realmente trabalhei, porém o advogado quer "testemunhas". Caramba! Ligo para várias pessoas, mas e o medo, ou mesmo até a falta de vontade de estar alí, diante de um juiz, incomoda.
Mas, reconheço, é culpa minha! Afinal só fui me dar conta de convidar as pessoas no próprio dia da audiência. Isso já é um ótimo motivo para receber um não. "Ah! Se tivesse me avisado antes, eu até iria", foi a resposta mais ouvida, mesmo que não haja nenhum compromisso, agora passa existir.
Bem... Vou ao encontro do juiz, da sentença.... Mas me pergunto: cadê as testemunhas?