quem comeu as pizzas não fui eu

Olha! Não fui eu quem comeu a pizza!
Diz o ditado que ao apontarmos o dedo para alguém, existem três apontados para nós mesmos. Mas o dedo indicador não julga, apenas aponta. Estes dias estava com uma fome danada, ao abrir a geladeira vi aquela maravilha! Três pedaços de pizza, que sobraram da noite anterior...Comi um, dois, ops! Vou deixar o terceiro para alguém. Ah! Que nada, mandei o terceiro goela abaixo. Logo em seguida alguém me pergunta: Pô! Quem comeu as pizzas? Hum...Olha não fui eu! Respondi de forma tão descarada que me condenei, pois não tinha mais ninguém em casa naquele momento.
Tenho medo quando pego elevador lotado e encontro com uma turma de adolescentes, principalmente quando um olha para a cara do outro e começam a dar risada. Aí pronto. Segundos depois um cheiro estranho ganha o ar, e eles ficam falando: Olha! Não fui eu!
Assistindo a CPI dos Correios e do mensalão, os depoentes apenas falam: Olha! Não fui eu! O pior é que eles ainda completam: Bom, não sei de nada; não conheço; o dinheiro não era meu...
Então decidi. Vou falar descaradamente, mesmo sabendo que estava só em casa. "Não comi as pizzas na geladeira". É claro que ninguém irá acreditar, assim como os homens do planalto, que mentem na tentativa de comer as pizzas no final da história.

Aniversário



Este mês de agosto é muito especial para muitos amigos que comemoram seus aniversários neste mês (inclusive eu). Neste último final de semana, my friend Simone virou uma balzaquiana em uma festa comemorada no Athilio Music, na Vila Olímpia, onde a galera tomou umas "biritas" ouvindo rock and roll.

Jardim Miriam




Depois de uma semana sem deixar nada registrado aqui, eis que deixo a preguiça de lado! Mas o que me chamou atenção esta semana é que existem certas belezas que passam despercebidas nas ruas da periferia, mas o que mais nos deixam indignados são os descasos das autoridades como problemas simples, como buracos na rua, etc. Mas, no fundo a beleza dos bairros da periferia quem faz são os moradores, ou seja a comunidade, então aqui vai algumas fotos do Jardim Miriam.

CD


Olhem o que eu descobri!
Confesso que estou em uma briga interna, ou continuo comprando Cds ou baixo as músicas e os cds pela internet. É claro que prefiro baixar as músicas. Mas eis que surge um problema grave: conheci o cd de João Donato, chamado "A bad Donato, psychedelic funky experience", gravado em 1970. Meu, o que falar quando meus ouvidos sentiram o groove deste cara! Só para ter uma idéia, o cara é pianista e estava naquela onde de jazz bossa nova no final dos anos 60. Um maluco empresário de Nova Iorque disse pra ele: "Grava um CD de jazz e compra os intrumentos que vc quiser. No encarte do cd ele conta que foi as compras e trouxe uns teclados de última geração, (imaginem isso em 1970). "Tinha tanto botão que nem sabia pra que servia", diz Donato. Mas o fato é que o cara ficou ouvindo durante uma semana James Brown e Led Zeppelin, quando entrou no estúdio para gravar foi o ritmo de Brown que imperou. Dizem alguns criticos que Donato foi o causador do movimento que veio surgir anos depois. A discoteque, ou simplesmente disco.
Mas com certeza jamais poderíamos saber que por de traz de tudo isso estaria um brasileiro. Aliás, até a capa deste álbum já foi copiada por diversos rappers.
De mais!

HI!

Aí galera, primeiramente queria agradecer aos e-mails que tenho recebido. Thanks! Para quem não o tem, anotem aí: sergiospires@hotmail.com e mandem suas opinões ou críticas sobre o blog. Ou se preferirem façam os cometários diretamente no blog.

Valeu!

Olha, vou deixar aqui uma mensagem, eu não gosto muito dessas coisas não, mas este e-mail eu achei legal.

AQUELES QUE FICAM!!

Um famoso palestrante começou um seminário numa sala com 200 pessoas, segurando uma nota de R$ 100,00.
Ele perguntou: "Quem de vocês quer esta nota de R$100,00?".
Todos ergueram a mão...
Então ele disse: "Darei esta nota a um de vocês esta noite, mas primeiro deixem-me fazer isto..."
Aí, ele amassou totalmente a nota.
E perguntou outra vez: "Quem ainda quer esta nota?"
As mãos continuavam erguidas...
E continuou: "E se eu fizer isto... Deixou a nota cair no chão, começou a pisá-la, esfregá-la. Depois, pegou a nota, agora já imunda e amassada e perguntou:
E agora? Quem ainda quer esta nota de R$100,00??
Todas as mãos voltaram a se erguer.
O palestrante voltou-se para a platéia e disse que tinha ensinado uma lição...
Não importa o que eu faça com o dinheiro, vocês continuam a querer esta nota, porque ela não perde o valor. Essa situação também acontece com a gente... Muitas vezes em nossas vidas, somos amassados, pisoteados e ficamos nos sentindo sem importância.
Mas, não importa... jamais perderemos nosso valor.
Sujos ou limpos, amassados ou inteiros, magros ou gordos, altos ou baixos, nada disso importa! Nada disso altera a importância que temos! O preço de nossas vidas, não é pelo o que aparentemos ser, mas pelo que fizemos e sabemos!!!
Agora reflita bem e procure responder a estas perguntas:
1-Nomeie as 5 pessoas mais ricas do mundo.
2-Nomeie as 5 últimas vencedoras do concurso Miss Universo.
3-Nomeie 10 vencedores do prêmio Oscar, como melhores atores ou atrizes.

Como vai? Mal né? Difícil de lembrar???
Não se preocupe. Ninguém de nós se lembra dos melhores de ontem. Os aplausos vão-se embora! Os troféus ficam cheios de pó! Os vencedores são esquecidos!
Agora responda a estas perguntas:
1-Nomeie 3 professores que te ajudaram na tua verdadeira formação.
2-Nomeie 3 amigos que já te ajudaram nos momentos difíceis.
3-Pense em algumas pessoas que te fizeram sentir alguém especial.
4-Nomeie 5 pessoas com quem transcorres o teu tempo.

Como vai? Melhor não é verdade?
As pessoas que marcam a nossa vida não são as que tem as melhores credenciais, com mais dinheiro, ou os melhores prêmios... São aquelas que se preocupam com você, que cuidam de você, aquelas que de algum modo estão contigo.
Reflita um momento.
A vida é muito curta!
Você em que lista está?
Não sabe?...
Permita-me te dar uma ajuda...
Você não está entre os famosos, mas está entre aqueles que eu lembro com carinho e gosto muito.

32 dentes e boca vazia


32 dentes e boca vazia
“Não acredito em ninguém; não acredito em ninguém com mais de 30; não acredito em ninguém com 32 dentes". É interessantes esta relação bucal, já relatada em uma música dos Titãs, com a nossa vida cotidiana. Principalmente quando vemos os escândalos na política, argh!
A boca é a parte do corpo mais importante, pois é por ela que nos alimentamos, mastigando os preciosos alimentos, através de nossos maravilhosos dentes, incisivos, pré-molares, caninos e os sisos (se adulto). Mas, a dança canibalesca dentro da boca é inabalável com as palavras, pois é por aí que saem os sons, as informações mais inteligentes ou torpes através da nossa língua.
Mas é absurdo como testemunhamos o péssimo uso da boca. Tanto para se comunicar ou para alimentação. Estudos mostram que a população brasileira está ficando cada vez mais obesa, por conta dos enlatados e dos fast food proliferados pelo país, ou ainda pessoas que não têm o que por na boca. E as conversas saudáveis que existiam nas praças, nos cafés, nos bares estão desaparecendo ou sendo trocados pelas fofocas, ou conversas que não levam a lugar nenhum, a não ser um assunto em moda: mensalão.
Ultimamente estamos vendo bocas vazias tanto de comida quanto de conteúdo. Ao ligarmos a televisão assistimos programas vazios. Ao assistir ao vivo na televisão depoimentos de pessoas envolvidas em casos de corrupções, continuamos a testemunhar as bocas vazias.
Como diz o poeta Manoel de Barros, que brinca com as preposições, "ninguém leva isso de sério", pois na verdade as bocas nada mais são que instrumentos individuais de comer.

O mês de julho acabou e a preguiça me permitiu que eu lesse apenas dois livros. Aliás, duas obras magníficas, o primeiro foi Werther de Goethe.
"Sim, nada mais sou do que um viajante, um peregrino sobre a terra! E você é alguma coisa mais do que isso? (passagem do livro)

Uma outra obra fantástica foi "GEN Uma história de Hiroshima" com o título "Pés descalços"

Trata-se de um mangá legítimo, mas que em vez de trazer robôs futuristas, ninjas ou garotinhas combatendo alienígenas, traz uma história real, a do bombardeio de Hiroshima e suas conseqüências, escrita e desenhada de forma autobiográfica por alguém que esteve lá e testemunhou o horror quando tinha sete anos de idade.
Segundo os críticos, Gen poderia ser classificado como um gibi panfletário, mas seu ponto forte é a caracterização da vida e dos costumes do Japão no período da guerra, onde o fanatismo militarista e a escassez de alimentos imperava.
A explosão da bomba, por exemplo, só acontece no final do livro. O que chama atenção, é de um simples mangá que é capaz de trazer muito mais informações sobre o horror da bomba do que muitos filmes não conseguiram fazer.
Uma poesia...

Trancedental

A cidade que ví construída
Era tão vazia e sem vida
As coisas que via
Fazia-me navegar pelas veredas da incapacidade humana
Assim como a fauna urbana

Não temos mais nada o que compreender
Não temos mais nada a fazer
Assim como um mendingo fazendo promessas
Assim como tentar entender
Assim como tentar viver
Assim como lutar

Enchergar a nova terra
O mais belo caminho
A mais bela flor
Talvez ainda viva

Olhem só o que fizeram, mas até que ficou engraçado! Isso é obra do pessoal da diagramação do jornal. Me contaram e não acreditei, mas até que ficou legal.
Da esquerda para direita, George, eu, Robson e Daniela.
Putz!
Até mais!