Armário Mecânico / Arquivo Zer0
Por Sérgio Pires - Jornalismo, variedades, rascunhos e textos...
Férias - Momo Lamen
Uma restauração
A Dinâmica do Silêncio: respeito, provocação e os limites da convivência
Sob Pressão: O Desafio de Reconstruir o Humanismo
A pressão acompanha o ser humano desde o nascimento. Ela se manifesta nos primeiros passos, nas primeiras palavras, no ingresso na escola, no desempenho acadêmico e até mesmo nas brincadeiras da infância. O que antes era apenas parte do processo de amadurecimento, entretanto, ganhou novos contornos na vida adulta: passou a significar desempenho, produtividade e resultados mensuráveis. E, na lógica atual, quando esses resultados não se concretizam, instala-se o rótulo do fracasso.
Vivemos em uma sociedade cada vez mais orientada pela
meritocracia, onde bens materiais, indicadores e gráficos positivos se
transformam em símbolos máximos de competência. Nesse modelo, a desumanização
não é um efeito colateral — é parte do processo. Basta observar o cotidiano das
escolas estaduais de São Paulo, onde professores e estudantes convivem
diariamente com metas, avaliações externas, plataformas digitais e cobranças
que transformam a educação em território de constante monitoramento. Apesar dos
avanços tecnológicos, o paradoxo é evidente: quanto mais ferramentas surgem
para facilitar a vida humana, mais direitos parecem ser comprimidos em nome da
eficiência e do lucro.
Esse cenário expõe o desgaste de um ideal que começou há
séculos, no Renascimento, quando o humanismo colocou o ser humano no centro das
reflexões e decisões. Hoje, esse princípio parece enfraquecido diante da lógica
produtivista que orienta as relações sociais. A construção de um novo
humanismo, capaz de restabelecer o equilíbrio entre a realização individual e o
bem-estar coletivo, torna-se não apenas desejável, mas necessária.
Selfie com Smiths - "Foto-me"
Passei uma tarde ouvindo Smiths... E me deparei fotografando-me... Caracas, todos horríveis, mas pode-se "ver a música" por meio da camisa e do disco.
Faça todo o bem que puder,
Por todos os meios que puder,
De todas as maneiras que você pode,
Em todos os lugares que você puder,
Em todas as vezes que você puder,
Para todas as pessoas que você puder,
Enquanto você pode sempre.
Sensações
SEDE... Eu tenho sede! Sede de olhar, sede degustar, sede de mastigar, sede de comer. TENHO SEDE... Até de beber!
Fome: de comida, de fast food, de coxinha, bata frita, esfiha, pastel, bolinho de carne, pizza de boteco... Fome! da palavra com sabor.
Política Social
RIP - Rick Davies
"...There are times when all the world's asleep
Gosto e desgosto!
O que eu não gostava no passado, hoje gosto e o que eu
gostava hoje não gosto. Nossos gostos são tão estranhos, assim como as nossas escolhas,
do que gostar ou não. Quando criança por algum fato ou evento qualquer,
decidimos gostar de algo, pelos nossos sentidos, e com o passar do tempo vamos
mudando de ideia, experimentando as sensações que antes não gostávamos.
O mais estranho disto tudo é o desgostar, não é o “não
gostar”. Isto pode acontecer por vários motivos e razões, pode ser desde algo
comestível, até mesmo um estilo musical, um local que frequentava, ou até mesmo
algo mais sério como um trabalho, emprego ou até mesmo uma pessoa.
A cantora Adriana Calcanhoto em sua música “Senhas”, diz: “O
que eu não gosto é do bom gosto; eu não gosto de bom senso; eu não gosto dos
bons modos; não gosto”. Em sua música ela não diz o que gosta, apenas o que “não
gosta”, o resto ela “atura”. E esta, é um verbo interessante “aturar”. Isto não
quer dizer que gostamos de algo, apenas “aguentamos”, ou seja, sobrevivemos com
aquilo que não gostamos, mas não há aqui o “desgosto” em si.
Mas para fechar este pequeno texto, quanto mais experiente
ficamos, mas decepcionado com certas situações ficamos. Daí vem o termo “desgostoso”.
O que antes era bom, hoje já não é mais, assim como o futebol, a música, a
política, a economia do país, a política educacional... O mais triste é quando
ficamos desgostosos com pessoas, por conta de desvio de caráter.







