A Dinâmica do Silêncio: respeito, provocação e os limites da convivência
A idade que te chega
Às vezes me veem algumas saudades sem datas, pois as datadas já não tem mais graça. Iguais às histórias mal contadas de sonhos mal acabados. Da janela lembro-me das felicidades de ouvir e falar de sonhos que foram idealizados e concretizados e de muitos outros que ficaram pelo caminho ou os que ficaram no quase, pois não aconteceram por falta de planejamento e de coragem e também do tempo de esperança que o tempo deixou pelo caminho.
Há sonhos medrosos, mas também há os que são inquietos, que matam a esperança e os objetivos acabam se sucumbindo no tempo… Estes maltratam os desejos e ficam na subjetividade e ficam remoendo lembranças de tempos errantes, esperando calmamente por novos dias, mas quando percebe, estes, viraram semanas, que viraram meses e depois anos…
O tempo que temos é a idade que nos resta. A visão da idade que chega é a restauração dos desejos inquietos, trazendo à tona as saudades datadas. Quem sabe elas poderão ser lembradas em saudades futuras, como os sonhos concretizados e os novos que ainda virão e, assim se faz o renovo do tempo que se foi e da idade que te chega.
Há uma história, cujo autor não é conhecido que tem o seguinte diálogo: Em certa ocasião alguém perguntou a Galileu Galilei:
– Quantos anos tens?
– Oito ou dez, respondeu Galileo, em evidente contradição com sua barba branca.
E logo explicou:
Tenho, na verdade, os anos que me restam de vida, porque os já vividos não os tenho mais.
Posso dizer ainda mais… O autor se enganou no final deste breve diálogo, pois como disse o poeta Renato Russo, “Temos todo o tempo do mundo”, inclusive os tempos vividos, pois eles são as maiores riquezas que podemos ter, pois eles nos somam e fazem com o que somos hoje.
As músicas de Cristina
Sabe algo que passa despercebido e só após muito tempo, recordamos de fatos que estavam bem no interior de nosso subconsciente? Foi assim que me recordei de Cristina. Ela teve uma influência dantesca de muitas bandas de rock que ouço e sou fã de carteirinha, tudo culpa desta adolescente de 15 anos lá nos anos 70.
Remoendo fotos antigas encontro esta, no bairro de Vila Mascote, próximo à Vila Santa Catarina, onde minha tia Sefa morava. Na época tinha apenas 4 anos e ficava brincando pelos corredores no quintal da casa e Cristina ouvia suas músicas no volume máximo na casa ao lado.
Todos os grandes músicos e jornalistas anunciam em reportagens que seus primeiros discos comprados ou ganhados foi algum clássico do rock ou algun artista intitulado “cult” pelo mainstream jornalístico. Fico curioso e até duvido destas afirmações, pois todos se mostram bem informado e de “bom gosto” desde criancinha. Eu não. Meu primeiro disco comprado foi dos Carpenters, uma coletânea bem simples e da Som Livre; o segundo foi da Olivia Newton John, do filme Xanadu e o terceiro foi dos Paralamas do Sucesso, O Passo do Lui.
E durante muito tempo acreditei que estes foram os primeiros artistas que consumi de fato. Mas tudo acabou esta semana quando reencontrei a foto da Cristina. Ao fazer uma viagem no tempo, relembro muito bem dela cantando Skyline Pigeon, do Elton John e a repetia várias vezes.
Para a época, Cristina tinha um bom gosto, outras bandas que ela colocava em seu estéreo sem parar eram Chicago, América, Beatles e Led Zeppelin, entre outras bandas de rock dos anos 70. Cristina ouvia as músicas destes grupos todos os dias ao chegar da escola e, eu me lembro de cada grito que ela dava em alguns refrões.
Resolvi escrever este rascunho pela coincidência da foto e também por ter escutado “If you leave me now” de Chicago que já me remeteu a estas memórias e, me fez repensar um pouco as minhas origens musicais, quando se fala de rock.
Anos se passaram, minha tia mudou de casa, assim como Cristina que nunca mais tive notícias. Só ficaram as lembranças das músicas dela, que me influenciaram e uma foto PB.
O pinto e a garrafa
Estes dias, durante esta quarentena,
resolvi limpar um porão que existe em casa. Olhei para uma estante cheia de
bugiganga e comecei a limpeza. De repente achei um caderno especial da morte de
Jânio Quadros, quando era estudante não sei de que série; encartes dos
ingressos do Rock in Rio e da Legião Urbana e o mais curioso foi um livro velho
“Para Gostar de Ler – Volume I”, que contém crônicas de Carlos Drumond de
Andrade, Fernando Sabino, entre outros.
Ao abrir o portão, o veículo estava em frente de casa e deu para ver uma caixa lotada de pintinhos coloridos, eram verde, azul e amarelo. A meninada voltava com suas mães para a casa com as aves piando nos braços.
Depois desta cena, vi que Drummond estava certo quando narrou em seu conto: “não virou galo, nem caiu na panela. No fim de três dias, piando e sentindo frio, o pinto morreu”.
Voltei para casa e liguei a TV, e o noticiário dizia que o Brasil, será campeão em exportações na área da agricultura, de carne e de frango. Frango! Pensei: “olha o penoso aí novamente!”.
Mas isto só vai acontecer, desde que os pintos cresçam, não sejam coloridos, nem trocados por garrafas ou virem enfeites de mesa, mas que sejam a razão de estarem à mesa para serem comidos.
O sufixo “ista” e o radicalismo político
As vontades e os desejos
Não há vagas
Novos tempos, novo eu, novo vc.
13 reason Why e os bullings...
Você é o que você paga.
Estes dias fui correr e agradeci.
A mãe que comeu o filho
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| Texto e arte do livro "Crônicas e contos" de Sérgios Pires a ser lançada em 2016 |
Decida por Maria
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| Arte - Bodão - (texto e desenho fazem parte do livro "Contos e Crônicas" de Sérgios Pires que será lançada em 2016) |
Você acredita ou confia no sistema?
Rock in Rio: um festival necessário para a cultura pop
| Entrada principal do Rock in Rio, um ponto de selfies para quem chegava ao local |
| Naturalmente tive que entrar no clima "selfie" |
| Um chafariz era um outro ponto de fotos do evento |
Verme que roeu as carnes
Toda injustiça é pecado
Por isto o apóstolo Tiago escreveu: “Vide o salário dos trabalhadores que ceifaram os vossos campos, e que foi retido com fraude, está clamando. Os clamores dos ceifeiros chegam aos ouvidos do Senhor Todo Poderoso” – Tiago 5:4.














