Ilegal, imoral e engorda



Adoro comer cheesburguer ou coxinha de boteco. Melhor ainda é comer pastel de feira, principalmente aquele "especial" que tem até um ovo dentro e, adoro tomar Coca-Cola quando acordo e ou quando vou dormir. À noite, no trânsito, não tenho paciência de ficar parado em farol vermelho, ainda mais com essa onda de violência que está pela cidade, portanto, não respeito os semáforos da cidade, e assisto sim, as imoralidades que passam na televisão.
Recentemente em um jornal, mostrou o prefeito de São Paulo pedindo que os moradores da favela incendiada abandonassem o local, porém, a reportagem informou que eles não tinham para onde ir. No bloco seguinte do jornal, mostrou um comercial com a promoção de um carro com o IPI reduzido. Preço do veículo: R$ 68 mil. Isso sim é ilegal e imoral.
Hoje há um movimento chamado "light" em evidência. Trata-se de um grupo de pessoas que odeiam refrigerantes, não comem nada na rua e quando vão a restaurantes pedem suco de laranja com adoçante. Feijoada! Nem pensar. Apenas salada e carne branca.
Muitos são também frequentadores de academia, e confesso que eu amo essas salas de ginásticas, para manter este corpo de 4 ponto zero, mas, às vezes, temos que ouvir cada coisa. A última conversa que ouvi na academia foi: "Hoje comi uma fatia de pão integral com queijo ricota", afirmou um cara todo metido a bombado, e outo retrucava: "Não, não! O melhor a fazer é tomar leite, pela manhã, e comer muitas batatas doces durante o dia", então pensei: Vou sair de perto destes caras rapidinho, caso contrário vou sentir o efeito colateral dessa comida.
Bom, o fato é que sempre pratico esportes, vou à academia, e faço tudo isso na maior normalidade, sem preocupações, afinal, como diz o ditado: tudo que é bom é ilegal, imoral e engorda.


VMB - Será o fim da MTV?

Assistir ao VMB nesta quinta-feira, dia 20, só não foi um martírio porque o encerramento era nada mais, nada menos que os Racionais. Portanto, todas as apresentações anteriores foram suportáveis. 
Sem um apresentador, o evento ficou na mãos de seus convidados, que em prol de uma "linguagem jovem", descambam para as palavras chulas e o excesso de palavrões, como se isso fosse o simbolo da juventude.
Horas antes, tinha lido várias reportagens que o evento poderia ser o último e pelas fala de alguns apresentadores deixaram algumas pistas, como o Marcelo Adnet. Mas, se a MTV está em crise, ela não é a única culpada, mas sim, do genero musical. Não acontece nada de novo no mainstrem, as bandas que faziam sucesso há 15 anos, continuam a sobreviver com estas mesmas músicas, pois não há nada de novo.
E, isto reflete diretamente na programação.

O futebolês dos críticos


Ao abrir qualquer caderno de esportes testemunhamos duas novelas sendo debatidas pela mídia esportiva. O caso Palmeiras e do jogador Paulo Henrique Ganso. E em todas as matérias a condenação do Palmeiras à Série B do Brasileiro já e fato, assim como o caso do jogador santista, que disse (por meio da diretoria – ou terceiros) que prefere jogar no São Paulo e o condenam antecipadamente sem ouvir a verdadeira opinião do jogador.
O fato de se fazer análises pela própria convicção ou pela emoção critica, deixa passar a impressão de que o mundo acabou ao time paulista. Esquecem-se da camisa e mesmo de uma análise mais profunda de jogo mesmo. Gostaria de saber em que se baseiam alguns jornalistas para constatarem o jargão “volume de jogo”. Primeiramente é preciso contextualizar este jargão e como se caracteriza. Para muitos, volume de jogo é a posse de bola; para outros, trata-se da maior capacidade que um time tem para trocar passes no campo adversário; para outros ainda definem isso, como a capacidade de armar ataques.
Em algumas narrações de jogos ou em comentários posteriores as partidas, são possíveis notar que muitos têm uma noção diferente do significado de “volume de jogo”. Para piorar, nem os técnicos ajudam a contextualizar isso, porque eles colocam tudo na mesma panela de acordo com a justificativa da derrota ou vitória. Depende como foi o jogo. Falo isso, porque muitas vezes, baseando no tal volume de jogo, o time do Palmeiras já foi considerado uma das melhores equipes do primeiro semestre e em menos de três meses, é o time que não possui volume algum.
Falam como se o futebol é baseado apenas em números, adaptados e moldados de acordo com determinados interesses.
No caso do Ganso, condenam o cara antecipadamente, por não falar com a imprensa sobre a sua situação. Mas, para que falar? Tudo já foi jogado no ventilador e a própria diretoria do Santos abandonou o atleta. Não que ele esteja totalmente certo. O Ganso este ano não jogou absolutamente nada, apesar de ter feito algumas partidas mágicas na libertadores, mas não foram o suficiente.
No caso destas novelas, toda a crítica fica atenta para fazer aqueles longos debates e criticas, mas são todos repetitivos e óbvios, pois são todos “futebolês”.

Somente a camisa é capaz de salvar o Verdão do rebaixamento



Moralmente rebaixado, o Palmeiras luta contra tudo e contra todos. Depois de um bom primeiro semestre, o Palmeiras revela todas suas crises políticas, de relacionamentos e desentendimento, tanto dentro, como fora de campo.
No primeiro semestre no campeonato Paulista, o Palmeiras fazia uma campanha sensacional, com 10 partidas invictas e perdeu por 2 a 1 para o Corinthians. O time ganhou uma cara, estava jogando muito bem sendo um dos candidatos ao título do Paulista, até a derrota para o Guarani, por 3 a 2 e o fim da era Deola (nome do principal substituto de Marcos).
Pois é, depois veio a Copa do Brasil e invicto o Verdão comandado por Felipão consegue a taça e a vaga para a Libertadores. Porém, os primeiros quatro ou cinco jogos foram ignorados e perdidos, como se fosse algo fácil de reconquistar.
As rodadas se passaram e o martírio palmeirense começou a piorar. E, para maior tristeza palmeirense, a arbitragem tirou pelo menos12 pontos do Verdão contanto com o último jogo contra o Corinthians.
Aliás, o jogo de hoje foi uma piada. Uma expulsão injusta do Luan; um pênalti não marcado quando o jogador corintiano desvia a bola com a mão; um gol anulado; a não expulsão de Danilo, pois já tinha amarelo e fez uma falta pra cartão em cima do Valdivia... Tudo isso, não justifica a derrota, mas ilustra uma partida onde o Palmeiras jogou bem, foi superior ao Corinthians por boa parte do jogo. Mas encontrou um adversário ranzinza, acostumado a este tipo de partida e soube administrar o resultado conquistado com as falhas palmeirenses.
Escândalo – Agora a pior parte da história é descobrir que Felipão, Galeano e parte da diretoria, junto com empresários tenham favorecidos a contratação de 9 jogadores do São Caetano. Isso mesmo. De todo o elenco do Palmeiras, cerca de 40% são de jogadores e de empresários do time do ABC. Esta denúncia partiu do ex-jogador Edmundo, que deve ter fontes seguras sobre isto, e mostra uma máfia entre empresários, dirigentes e pessoas envolvidas diretamente com o futebol.
Agora só resta torcer, pois ainda há esperança, pois o “manto verde” é maior que tudo.

Para mim, para vós, Paraty





Sabe aquelas viagens que acontecem de repente e tudo o que temos que fazer é simplesmente fazer as malas? Pois é! Foi isso que aconteceu comigo nesta primeira semana de setembro. Ao ser convidado para fazer uma viagem à histórica cidade de Parati (até então com i), fiquei super feliz, excitado, Sabia que algo importante deveria acontecer nesta viagem, afinal não é sempre que temos a oportunidade de conhecer uma cidade histórica de Paraty.
Ao andar pelas ruas da cidade e seus asfaltos de pedra acompanhados pelas inúmeras propagandas políticas, vejo que a cidade não é para mim, quanto menos para vós, agora imagina para ti?

O rídiculo "Fantástico" da Globo e os fantasmas

Durante décadas o programa Fantástico da Globo era líder de audiência pela competência de inúmeros jornalistas e com matérias de alto padrão de profissionalismo. Nos últimos domingos percebemos uma decadência total, reportagens fracas que não mostram interesse algum ao público. De vez em quando tem uma denúncia aqui, outra alí, mas tornou-se um programa chato. O melhor exemplo da decadência é esta série de "fantasmas" e o tempo dedicado a isto. É triste ver um programa de "alto grau de jornalismo" global se transformar em algo tão sem importância e rídiculo.

Voo de Balão - Boituva

Uma aventura bem tranquila e segura, voamos a 7,5 mil pés de altura, ou seja, quase 3km de altura. Foi uma sensação única de alegria, medo, segurança e ao mesmo tempo o quanto somos insignificantes neste mundo e só podemos existir pela presença de Deus.

Usando a lâmina - Como se barbear sem irritar a pele


Meu Deus, tanto tempo eu levei para saber que nada sei. Confesso que faço a barba 3 ou 4 vezes por semana e só agora, depois dos 4.0 descubro que a vida inteira fiz a barba de modo errado, sempre debaixo do chuveiro sem passar absolutamente nada, apenas sabão.

O Sapo e as Formigas

Moradores de rua acham dinheiro e perdem a identidade


Todos os jornais e noticiaram falam hoje, dia 9 de julho, sobre um casal de “mendigos ou moradores de rua” que acharam cerca de R$ 20 mil e entregaram à polícia. A história “comovente” é tratada como um caso inusitado por conta da honestidade do casal. Na entrevista o morador de rua ainda diz: “Minha mãe me ensinou a não pegar nada dos outros”. Bonito. Em exemplo da mais “pura honestidade” para contrapor com os inúmeros casos de corrupção que assola o país em todos os níveis, seja no governo, nas repartições públicas, empresas...


O caso dos “moradores de rua” que encontraram este montante é ainda mais grave. Isso, porque em todas as matérias veiculadas pela imprensa identificam o casal como: mendigos ou moradores de rua. Não possuem identidade alguma, nem nome ou sobrenome. São tratados como “os outros”, no inconsciente coletivo, como aqueles que moram ali, debaixo do viaduto, que pedem esmolas, que não tomam banho, que usam drogas, pois, são mendigos, moram na rua.


Os moradores de ruas vivem nestas condições por causas variadas como: abandono familiar ou até falta da família, situação econômica, desemprego, desajuste social e problema psicológico. Para muitos, estas pessoas não tem sonhos, não tem esperança de mudanças.  Estas pessoas vivem fora do contexto social e a pobreza é um dos fatores que mais contribui para o desequilíbrio social. São pessoas “invisíveis”, esquecidas pela sociedade, por uma política pública de qualidade capaz de trazer o sonho de volta para estas pessoas “sem nome”.

Confesso que fiquei indignado por não saber o nome destas pessoas, isso me incomodou muito e procurei em várias reportagens e não encontrei. E no final, o casal de “mendigos” voltou para debaixo do viaduto sem identidade e perdidas, pois ninguém as acha, nem o governo, apenas encontram o “dinheiro” que era a pauta da matéria e não as pessoas a honestidade do casal foi apenas o pretexto.

Em tempo: No dia seguinte todos os jornais noticiaram que os empresários donos do restaurante deu uma oportunidade de emprego ao casal e ainda pagaram um hotel para os dois. Bela atitude.

Funk... We got funk!

Sabe... A música move montanhas, nossos sonhos, sentimentos... Não importa o estilo e hoje a batida do verdadeiro funk fez com que eu ficasse quase por meia hora a fazer esta virada nas pick ups do "vistual Dj".

Batman: Piada Mortal de Alan Moore

Revirando a net encontrei uma preciosidade: a fantástica história em quadrinhos do Batman. Para muitos críticos, esta é a melhor história do homem morcego, pois esta história já foi premiada como melhor roteiro, história e também pelo traço fantástico do Coringa, que nesta história é o verdadeiro protagonista. Aqui as imagens estão perfeitas e adaptadas para o youtube em 2 partes.

Parte 1 Parte 2

Voo em Boituva, voo de balão...


Foi uma grande experiência... Voar sem asas, voar sem motor de avião, voar apenas com a força do ar... E nele sentir toda a liberdade e ver como o vento pode nos levar a lugares incríveis e jamais explorados... Por isso, a lição que tirei deste dia é de alcançar voos mais altos, cada vez mais altos.
Boituva - 02.06.2012 - 10h da manhã.

O poderio global, Xuxa e a vida pop



A entrevista concedida ao fantástico da rainha dos baixinhos Xuxa Meneguel ganhou destaque em todas as mídias e a repercussão foi enorme, com direito a vários comentários nas redes sociais. Mas não li o que gostaria de ter lido nos sites, blogs e nos jornais. Quem sou eu para (in)formar ou (des)informar sobre um assunto tão complexo, sério e de um certo ponto de vista banal (não o caso de estupro).

Antes de começar, é importante esclarecer que a Xuxa é, e sempre será a “rainha dos baixinhos”, que influenciou e continua influenciando gerações, pois desde os anos 80 ela aparece nas telinhas e com seu trabalho conquistou o país.


Isso tem um alto custo. Ela é pop. Assim como os grandes astros do cinema, das bandas de rock ou os maiores atores e atrizes da televisão. Sua privacidade é, e sempre será invadida, pois sua vida é compartilhada por milhares de fãs.

A entrevista do Fantástico que foi ao ar no último domingo, foi um “golpe fantástico” armado pelo alto escalão global com uma entrevista meticulosamente bem editada. Dá dá até para imaginar a reunião de pauta do programa formada pelos diretores globais, afinal, a audiência do Fantástico está caindo a cada semana e trazer o depoimento com as revelações de Xuxa, cai como um diamante. Para tanto, a transformaram na protagonista do domingo à noite, conquistando alto índice no ibope. A audiência foi tamanha que dá até uma expectativa do que vai acontecer na semana que vem, será que a Xuxa volta?

Mas, tudo foi muito bem trabalhado. A luz, o cenário, os closes, as lágrimas, tudo, tudo bem enquadrado e, possibilitava a criação de um "envelope visual" da trama narrada. 
Em certos pontos da entrevista, quando ela falou corajosamente que sofria abusos, há closes em seu rosto, e quando se afastava, criava-se uma penumbra ao fundo, assim como o programa Provocações da TV Cultura, com Antônio Abujamra, mas aqui, o casaco vermelho se destaca com a camisa branca. Será alguma semelhança com o casaco vermelho de Michael Jackon em Thriller?

O cenário para a o depoimento da Xuxa teve uma fotografia excelente a textura, o fundo escuro com uma luz bem suave fazia sua pele brilhar, enfim... Um roteiro perfeito.

Xuxa citou Pelé e sua importância em sua vida, mas não falou seu nome, assim como o nome do pai de sua filha Sacha, Luciano Szafir e nem a própria Sacha foi citada. Por que, Se o nome do quadro era “O Que eu Vi da Vida?” Talvez porque Szafir agora é de outra emissora, então não pode.

Quando ela fala que foi pedida em casamento por Michael Jackson, aí soa estranho. Primeiro ela fala que a proposta veio de um assessor e não do Michael, hora, se a vida de Xuxa era administrada por Marlene Mattos, imagina então a vida do maior astro pop do mundo? Mas estava no roteiro... Lembram-se do casaco vermelho que ela usava? Seria uma mensagem subliminar?

A parte divertida para alguns e triste para outros, foi quando ela falou das dificuldades de relacionamento quando está com algum homem, e ela disse: “... Será que pensam: tá na hora, tá na hora...” Foi sério, mas impossível de não dar rizadas.

Indelicadeza – Isso foi com a ex possível paquita Adriane Galisteu. Segundo a ex de Senna, ela participou uma vez do programa da Xuxa há anos e recebeu o convite para ser paquita, porém recusou. Tempos depois, após Xuxa e Senna terminarem um namoro, ela começa o relacionamento que durou quase dois anos até a morte do piloto. E, sabendo disso, Xuxa revela no ar que estaria reatando com Senna (que na época morava junto com Galisteu) e que falou com ele na véspera de sua morte. Muito deselegante. Isso, ela não precisava fazer. Mas, se voltarmos no tempo, ela já sido indelicada com Galisteu no velório de Airton.

No final, revela os abusos, revelando uma mulher de coragem. Tanto que ela e a nadadora Joanna Maranhão, que também revelou ter sofrido abusos de seu técnico, vão participar a promulgação da lei de pedofilia. No caso de Xuxa, a polícia e o Ministério Público se manifestaram, porém, informaram que o crime prescreveu.

E a repercussão da entrevista continuará em todos os meios de comunicação, pois, a vida destes artistas que pertencem ao mainstream é pop, o mundo é pop, e como diz a letra da banda Engenheiros do Havai: “... Qualquer coisa, Quase nova, Qualquer coisa, Que se mova, É um alvo, E ninguém tá salvo... O Papa é Pop, O Papa é Pop! O Pop não poupa ninguém...”.
O casaco vermelho de Xuxa na entrevista foi coincidência?


32 dentes e boca vazia


“Não acredito em ninguém; não acredito em ninguém com mais de 30; não acredito em ninguém com 32 dentes". É interessantes esta relação bucal, já relatada em uma música dos Titãs, com a nossa vida cotidiana. Principalmente quando vemos os escândalos na política, argh!

A boca é a parte do corpo mais importante, pois é por ela que nos alimentamos, mastigando os preciosos alimentos, através de nossos maravilhosos dentes, incisivos, pré-molares, caninos e os sisos (se adulto). Mas, a dança canibalesca dentro da boca é inabalável com as palavras, pois é por aí que saem os sons, as informações mais inteligentes ou torpes através da nossa língua.
Mas é absurdo como testemunhamos o péssimo uso da boca. Tanto para se comunicar ou para alimentação. Estudos mostram que a população brasileira está ficando cada vez mais obesa, por conta dos enlatados e dos fast food proliferados pelo país, ou ainda pessoas que não têm o que por na boca. E as conversas saudáveis que existiam nas praças, nos cafés, nos bares estão desaparecendo ou sendo trocados pelas fofocas, ou conversas que não levam a lugar nenhum, a não ser um assunto em moda: mensalão.
Ultimamente estamos vendo bocas vazias tanto de comida quanto de conteúdo. Ao ligarmos a televisão assistimos programas vazios. Até o programa do Jô, que às vezes, aparecia entrevistados e entrevistas maravilhosas, hoje é horrível, sem conteúdo, perguntas imbecís e entrevistados "chapa branca". Nos telejornais ouvimos depoimentos de pessoas envolvidas em casos de corrupções, escândalos e continuamos a testemunhar as bocas vazias.
Como diz o poeta Manoel de Barros, que brinca com as preposições, "ninguém leva isso de sério", pois na verdade as bocas nada mais são que instrumentos individuais de comer.

Uma poesia antiga...: hum hum...

Nunca consegui, eu tentava escrever poesia, e encontrei um rascunho antigo...
Hum hum...
Eu aceitei o seu convite
E uma língua encontrei
Te assisti saindo da prisão
Então você quis se prender novamente

hum hum...

Há muito tempo não te ligo
E você nem liga
Para o tempo seu
Sem relógio espero o meu...

Hum hum...

Há tanto tempo eu me espero
Mas já te encontrei há tempos
Sem me notar
Estranho
Sérgio (10/10/96)

Amor inocente...

Coisas de adolescente. Hoje. Vasculhando livros, cadernos antigos e antigas anotações, encontro um bilhetinho meio amarelado... Aquelas coisas de adolescente quando estava na 8ª série... Um amor inocente.

Virada Cultural: pra que serve mesmo?


A Virada Cultural de São Paulo já é um patrimônio. Transformou-se em uma das datas oficiais de São Paulo onde a cultura é convidada a mostrar-se para a população durante 24h uma vez por ano. E só. Fui aos dois primeiros eventos e depois nunca mais, pela má qualidade do evento, desorganização, falta de banheiros públicos, entre outros problemas que sempre vão existir.

Basta pegar alguns números. De acordo com o último dado do censo, a região central de São Paulo, tem aproximadamente 1 milhão de pessoas e de acordo com os números da polícia militar, o público presente à VIII Virada Cultural foi de 4 milhões de pessoas. Cerca 5 milhões de pessoas estavam naquela região sem uma infraestrutura adequada. Mas isso ainda não é a questão principal.

O objetivo da Virada Cultural seria um encontro de artistas para celebrar junto com a população a cultura e as artes em geral, todo o trabalho que foi realizado durante o ano. Uma celebração divida com todos, valorizando os artistas e o público, devido ao trabalho realizado na base, nas comunidades, nas escolas, nas praças públicas espalhadas pelos bairros em todos os finais de semana. Mas, sabemos que isto não acontece.

A prioridade da administração municipal não é a cultura, pois se a fosse, não haveria 4 milhões de pessoas famintas por cultura. A arte, assim como a cultura não tem essa visibilidade nos 364 dias restantes. Com isso, a prefeitura continua dando mostras que prefere organizar um evento “pontual” ao invés de garantir que iniciativas culturais espalhadas pelos bairros e periferias tenham espaço o ano inteiro.

A todo instante observamos cortes de verbas, ou até mesmo, repressão aos artistas de rua e testemunhamos, descasos com a produção cultural e a desvalorização de artistas, com a falta de incentivos e poucos espaços públicos de apresentações.

E, todos sabem que cultura é importante para o desenvolvimento do ser humano, pois é através dela que nós nos identificamos como sociedade e como seres capazes de criar e recriar nossos próprios valores. E não é em uma simples “Virada Cultural” que isso vai acontecer. O mesmo acontece com a tal “Virada Esportiva”, porém, com problemas até mais graves, que merecem outro texto para fazer tal descrição.

E tentaram até alimentar o povo com uma “galinhada” de um grande chefe de cozinha, servindo apenas 600 pratos em um universo de 4 milhões.

A Virada Cultural deveria ser constante, não precisa ter “quantidade”, basta “qualidade”; não precisa levar milhões em um único dia, mas sim, centenas em cada dia, descentralizada pela cidade, levando artistas as praças, workshops em escolas, incentivando a arte em todos os sentidos. O público tem fome sim, mas não de “galinhadas”, mas sim da verdadeira arte.

“Sub-Pop-Ópera dos Mendigos” encanta São Paulo



O espetáculo musical “Sub-Pop-Ópera dos Mendigos” em cartaz no Terraço Itália desde o dia 3 de maio encanta os paulistanos pela versatilidade e das interpretações de seus atores. Depois de passar pelo ABC, a trupe O Maravilhoso Escritório Teatral, adaptaram a obra “A Ópera dos Mendigos” de John Gay e guarda um parentesco com a “Ópera do Malandro”, de Chico Buarque. A montagem é dirigida por Celso Correia Lopes e Reinaldo Sanches.

Dividido em três atos, o espetáculo tem início com a cerimônia de casamento de Mac Navalha (Victor Merseguel), antiherói e conquistador barato, e Polly (Luciana Castellano), a inocente filha de Peachum Peachum (Celso Correia Lopes), o dono de um disputado bordel. Nessa festa, prostitutas, ladrões e outros personagens do submundo reúnem-se para refletir sobre seu valor. Já no segundo ato, o público é convidado a conhecer um cabaré onde impera a anarquia; na última parte do espetáculo, os personagens, justos e injustos são confrontados com seu destino.

O músical reúne os mais diversos estilos: da música de cabaré, passando pelo brega de Gretchen e Sidney Magal até o metal sombrio de Marilyn Manson. Todas as canções são executadas ao vivo por uma banda formada por Fabio Mosca (percussão), Leonardo Pellegrin (Bateria), Reinaldo Sanches (piano/teclado) e Vinícius Nascimento (violão / guitarra).
Com 25 pessoas em cena e com uma hora e meia de duração, “Sub-Pop-Ópera dos Mendigos” tem apresentações todas as quintas-feiras, às 21h. Os ingressos custam R$40 e meia entrada R$ 20, sendo que os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do estabelecimento.

SERVIÇO
“Sub-Pop-Ópera dos Mendigos”, com O Maravilhoso Escritório Teatral de Celso Correia Lopes Livre adaptação de “Ópera dos Mendigos”, de John Gay
Direção Musical: Reinaldo Sanches
Direção Geral: Celso Correia Lopes e Reinaldo Sanches
Duração: 90 min.
Classificação indicativa: 16 anos
TEATRO ITÁLIA
Av. São Luís, 344
Centro – Metrô República
R$ 40,00 / Meia R$20