O rock morreu? Se não faleceu, está agonizando há tempos

O jornalista e critico musical André Forastieri lançou recentemente o livro “O Dia em que o Rock Morreu”. Não li a abra, mas já de antemão concordo plenamente com o título. O rock em sua origem “real” não existe mais. O termo permanecerá, pois sempre existirá e surgirão boas bandas e artistas, pois o “rock” deixou de ser “gênero” para ser “estilo” para ser vendido.
O rock nasceu lá em meados dos anos 50 com in fluência pesada de artistas que cantavam blues nos anos 40. Explodiu com Elvis Presley que o popularizou e escandalizou o mundo com sua dança e sua música. Mas, não foi ele sozinho, já havia uma cena acontecendo, dezenas de artistas estavam cantando e fazendo este tipo de música, graças a Adolf Rickenbacker, que introduziu captadores elétricos nos violões e em seguida produziu a guitarra no final dos anos 30 e, nos anos 50, este instrumento seria a chave para alavancar o rock.
Mas, não era só isto. O mundo pós-guerra estava confuso. Os jovens do final dos anos 50 temiam por uma terceira guerra mundial. A Europa estava se reconstruindo; os Estados Unidos ainda tinha as marcas do racismo e a guerra fria contra a União Soviética se acentuava; as mulheres e os negros lutavam pelos seus direitos e as drogas surgiram como uma concepção “religiosa” para  alcançar o “nirvana” e fazer “viagens transcendentais”. O mundo começa a ficar pop com a popularização da televisão e dos programas de auditório como o de Ed Sullivan e era preciso “entretenimento” e o rock era um bom produto.
Aquela coisa suja, contestada já por todos, é representada por um “bom moço”, oriundo de família Batista. Em sua primeira aparição na televisão Elvis Presley canta uma música gospel no programa de Ed Sullivan (https://www.youtube.com/watch?v=_PkUGDFLaUE), ganha corações das meninas e do público, mas ainda sim, o rock estava completamente ligado à transgressão da sociedade completamente conservadora.
Nos anos 60 o rock se consolida ainda mais com os Beatles e o surgimento de centenas de bandas e o festival Woodstock consagra de vez o rock como um modo de vida. O movimento hippie, “faça amor, não faça a guerra”, “sexo, drogas e rock and roll” eram comuns, pois o contexto social era diferente. Acreditava-se que a música, por meio do rock, seria capaz de mudar o mundo e mudar o comportamento das pessoas.
Com o passar do tempo, veio ainda o movimento punk, pós-punk, entre outros estilos que pregava um modo de viver. A música era a chave deste “sonho”, o termo “roqueiro” propiciava uma identidade ao jovem, que não era “nada”, apenas um estudante com um futuro incerto. Ser “roqueiro” significava que era contra o status quo da sociedade. Era também uma posição política, mesmo nunca tendo votado ou se interessado pelas notícias do dia a dia.
Nos anos 80 Bono Vox e seu U2 acreditava que a música poderia levar a paz e de mudar o mundo. Eu, quando adolescente, também acreditei nisto, conversava horas com meu amigo Élcio Paulo, que era fã do U2 e, com meu primo Claudio Sokz, que o rock ou as músicas poderiam mudar o estilo de vida das pessoas. Renato Russo cantava: “... Somos soldados, Pedindo esmola. A gente não queria lutar...”; A banda Ira cantava: “... Eu tentei fugir não queria me alistar, Eu quero lutar, mas não com essa farda...”
Entre outras dezenas de canções que carregavam em si, a alma do gênero.
Ainda nos anos 80, Morrissey dos Smiths era completamente contra o termo “British rock”, para ele, os Smiths era apenas uma banda pop, pois o rock já havia morrido. Se Moz estava certo ou não, nos anos 90 o rock em sua essência ressurgiu com o Nirvana e toda a galera de Seattle. O legal, é que a cena já estava acontecendo com o Soundgarden, Pearl Jam, Alice Chains, entre outras bandas, que já estavam tocando e o Nirvana apareceu para a mídia como um “porta-voz” de toda a galera.
Os jovens dos anos 90 ainda  merecem um estudo especial, pois era o princípio da mudança de vários paradigmas. Muito daquilo que os jovens buscavam décadas anteriores tinham sido conquistado nos anos 90, o filme “O segredo do Meu Sucesso”, de 1987, diz um pouco disto. Muitos padrões estavam mudando e novas drogas apareceram. Filmes como Trainspotting, de 1996, de Danny Boyle, baseado em livro homônimo de Irvine Welsh, retrata como os jovens desta década viviam. Outro filme importante é Singles, no Brasil “Vida de Solteiro”, de 1992, que mostra o estilo de vida dos jovens de Seattle, berço do movimento grunge. O interessante é que o cenário estava pronto para uma revolução, o estilo de vida daqueles jovens denunciava que algo tinha que acontecer, e o grunge é um pouco disto.
Desde então, a evolução tecnológica, o acesso à informação, a facilidade do marketing “do your self”, “do it”, fez com que as grandes gravadoras não investissem mais e novos talentos. Todos podem produzir e fazer música. O fim dos discos de vinil e dos CDs e as músicas na internet, também enfraquecem a cultura das lojas de discos, que faliram.

Hoje tudo é na hora, com apenas um clique no celular ou no computador e a música já não “salva o mundo” e todos os jovens sabem disto, mesmo o Bono Vox é claro. O rock em sua essência não tem mais a mesma semântica. É apenas um estilo para alguns e para os mais jovens ainda, “é coisa de velho”. Boas bandas sempre existirão, roqueiro que toma Coca-Cola ou cerveja em shows como eu, sempre existirão. Mas aquele rock de Iggy Pop, Stones, Led Zeppelin... Morreu... De vez em quando suspira por meio de uma Amy Winehouse aqui, e outra alí.

Lowdown

Um dos maiores clássicos da música pop com um groove-soul sensacional, com leves pitadas de guitarras e um vocal sensacional é do guitarrista pouco conhecido no Brasil, chamado William Royce Boz Scaggs, mais conhecido como "Boz Scaggs". O cara tem 20 álbuns gravados, desde os anos 60,  e passeia pelo blues, rock, funk... O cara é bem versátil e toca muito. Seu maior clássico é Lowdown que não canso de ouvir em suas mais variadas versões. Separei algumas sensacionais.
Boz Scaggs ao vivo no Japão em 1973

 

Mario Biondi, Incognito e Shaka Kan
  

Darryl Hall e Chromeo
  

Uma pausa to take a picture...

Durante a milhares de foto na Colação de Grau Solene da FAENG no Clube Atlético Aramaçan, uma pequena pausa para uma foto com a Bianca e Marlu, que insiste em fechar os olhos em todas as fotos que tira.

Casa do Norte Cupecê


Sou um exímio admirador de comidas e quitutes de boteco. Mas tem que ser boteco de bairro, tipo aquele que não tem menu, pois o que tem já fica exposto na estufa. Neste daí da foto, na Avenida Cupecê, que é uma das mais antigas da região sul de São Paulo, com quase 50 anos, o jabá é irresistível acompanhado com farinha, pimenta e se quiser vai bem com uma cerveja gelada ou uma cachaça específica da roça.

The Alan Parsons Project and friends...



Encontrando amigos no show do Alan Parsons Project. Um show atípico no HSBC Music Hall lotado, na última sexta-feira, dia 28.. O público com idade acima dos 40 foi comportado para ver as nuances da banda de rock progressivo dos anos 70, formada pelo produtor Alan Parsons. Na saída dei uma "palhinha".

Uma passagem por Onça de Pitangui

Visita à Roça de Onça de Pitangui

Sair de São Paulo e respirar ar puro no interior é uma delícia. Visitar a roça então, é um enorme prazer. Estar em um local tão agraciado por Deus, devido as belezas naturais, ar puro, barulho das águas do riacho... Poder comer frutas diretamente do pé, ver os animais soltos pelo quintal... Tantas coisas simples que já não existem mais na capital paulistana. Onça de Pitangui é só um pequeno pedaço de vários outros espalhados pelo Brasil que ainda proporcionam um local de paz. Assim, como a cidade de Pitangui, que logo mais postarei o que é a cidade.

Porque a menina que roubava livros é um poema


Toda a obra literária quando adaptada para o cinema perde a sua originalidade, desfaz aquele imaginário que as palavras foram capazes de construir em um mundo de fantasia inatingível na interpretação de quem o lê. Mesmo assim, ficamos felizes e ansiosos para ver qualquer adaptação de algum livro que lemos ou que pretendemos um dia ler.
Existem várias adaptações de livros fantásticos que, quando adaptados nos sentimos extremamente frustrados e ofendidos, mas não é o caso de “A menina que roubava livros”, do diretor Brian Percival, em sua adaptação da obra de Markus Zusak de 2007.
O livro é bem atual, mas a história se passa na Alemanha de Hitler e acontece entre 1939 e 1943. O nome do livro já me chamou atenção por várias vezes em que visitei algumas livrarias, e pelo nome interessantíssimo despertou-me uma curiosidade imensa em lê-lo, porém, nunca cheguei a compra-lo. Ao vê-lo no cinema, não titubeei e fui assisti-lo e achei um verdadeiro encanto. Se a adaptação é inferior ao livro, quero lê-lo imediatamente.
Ao chegar à sala de cinema completamente despretensioso quanto ao filme, me surpreendi com o enredo. Durante a Segunda Guerra Mundial, uma jovem garota chamada Liesel Meminger, interpretada por Sophie Nélisse, uma garota linda, com aquele olhar “oblíquo” de Capitu, sobrevive com muitas dificuldades pela situação financeira de sua família e também pelo preconceito de ingressar na escola completamente analfabeta. Seu pai adotivo, um velhinho bem legal, interpretado por Georffrey Rush começa a contar-lhe algumas histórias e a educar e ela toma gosto pela literatura.
Logo em seguida ela começa a partilhar livros com seus amigos, incluindo um homem judeu, Max, interpretado por Ben Schnetzer, que vive na clandestinidade em sua casa. Enquanto não está lendo ou estudando, ela realiza algumas tarefas para a mãe, que no começo do parecia uma bruxa, mas no decorrer da história seu coração vai se transformando em uma pessoa maravilhosa, interpretada por Emily Watson. Todo o enredo é compartilhado pelo apaixonado garoto Rudy, que sonha um dia ser beijado Liesel.
O roteiro em si, que parece simples tem um narrador nada comum: a morte. Ela fala com o telespectador como a testemunha da história. A morte omite opiniões sobre todas as pessoas, é um personagem onisciente, com uma visão diferente de cada personagem do enredo. É impossível não se emocionar com o olhar inocente de Liesel em uma escola nazista sem entender o que estava acontecendo ao seu redor.

O diretor foi capaz de prender o telespectador do começo ao fim, com as imagens de um bairro simples, pequeno e pobre no inicio da Alemanha Nazista, e informa como o povo daquela época vivia e que o ingressar no exército nazista poderia proporcionar para aquelas pessoas. Tudo isto, faz o filme e o livro ingressar no roll dos “clássicos”.

Ontem parei atrás da...


Ontem, dia 11 de fevereiro fui até o Dante Pazzanese e no meu caminho apareceu uma "Chana", e por coincidência ela estacionou na minha frente. Fiquei atrás da danada.

O fim dos CDs


Aqueles disquinhos prateados tão admirados no final dos anos 80 e que virou febre nas décadas seguintes, estão com seus dias contados. Está cada vez mais difícil a compra dos CDs, parte porque o monopólio de grandes redes, como Lojas Americanas, entre outras, detêm todo o poder de vendas destes produtos. As demais lojas penam para efetuar uma venda. Resta apenas a internet ou ir às galerias do rock no centrão, para quem prefere comprar, e não baixar no iTunes ou em qualquer outro lugar.
Mas o fato que me chama atenção na possível morte dos CDs não é isto, mas sim os aparelhos. Existe uma lógica no mercado, que induz um aparelho a depender do outro, assim como um aparelho de DVD, que precisa da televisão que tenha uma saída específica para ele, ou as antigas fitas cassetes ou VHS que dependiam de seus respectivos aparelhos, e assim por diante.
O mesmo está acontecendo com os CDs. Os novos aparelhos já não estão vindos com leitor de CDs, mas sim, com a saída de pendrive e entradas de cartões de memória.
Ao trocar de carro, meu rádio pionner era responsável por tocar vários cds e já deixava o "case" no porta-luvas. Agora, o novo carro, me trouxe um rádio moderno, mas não tem cd player, e sim, entrada de pendrive e cartão de memória, para minha angustia danada.
Fiz uma peregrinação nas principais lojas do mercado, e só encontro DVD players ultramodernos, com super telões. Definitivamente não! Não quero ver filmes enquanto dirijo, mas sim ouvir um cd por semana, fazer dele a minha trilha sonora contra o trânsito. Não gosto de música em pendrives, por mais que seja cômodo, quero o CD e não acho o diacho do aparelho.
A maior frustração é que os novos lançamentos destes aparelhos, como este, logo acima na propaganda, já não trazem o leitor de CDs, isso quer dizer que, quando os nossos aparelhos mais antigos quebrarem, não haverá um novo que  o substitua... Triste fim do CD. Isso nos obriga a baixar músicas na rede, ou transformar os arquivos dos CDs em MP3 e fazer coletâneas em cartões e pen drives... Droga!!

 

TABELA DE GRADUAÇÃO MASCULINA




1 – Esportes 
A – Futebol, automobilismo, esportes radicais. (Macho)
B – Tênis, boliche, lutas, voleibol. (Tendências gays)
C – Aeróbica, spinning. (Gay)
D – Patinação no Gelo, Ginástica Olímpica. (Bichona)
E – Os mesmos anteriores, usando short de lycra. (Louca)
2 – Comidas
A – Capivara, javali, comida muito apimentada. (Conan)
B – Churrasco, Massas, Frituras. (Macho)
C – Peixe e salada. (Fresco)
D – Sanduíches integrais. (Gay)
E – Aves acompanhadas de vegetais cozidos no vapor. (Bicha assumida)
3 – Bebidas
A – Cachaça, cerveja, whisky. (Macho)
B – Vinho, vodka. (Homem)
C – Caipifruta. (Gay)
D – Suco de frutas normais e licores doces. (Muito gay)
E – Suco de açaí, carambola, cupuaçu, com adoçante. (Perdidamente gay)
4 – Higiene
A – Toma banho rápido, usa sabão em barra. (Legionário)
B – Toma banho rápido, usa xampu e esquece das orelhas ou do pescoço. (Macho)
C – Toma banho sem pressa, curte a água e soca umazinha. (Homem)
D – Demora mais de meia hora e usa sabonete líquido. (Tendências gays sérias)
E – Toma banho com sais e espuma na banheira. (Viadaço assumido)
5 – Cerveja
A – Gelada e em grandes quantidades. (Macho)
B – Só cervejas extra, premium e importadas. (Homem fino demais)
C – Só uma às vezes para matar a sede. (Bichice sob controle)
D – Com limão e guardanapo em volta do copo. (Bicha)
E – Sem álcool. (Gazela saltitante)
Ps: tem aqueles que só bebem em copo descartável. (Não saiu do armário)
6 – Presentes que gosta de ganhar
A – Ferramentas. (Ogro)
B – Garrafa de whisky. (Macho)
C – Eletrônicos, informática, roupas de homem. (Homem moderno)
D – Flores. (Viado)
E – Velas aromáticas, perfumes, doces caramelados, bombons. (Donzela virgem)
7 – Cremes
A – Só pasta de dentes. (Macho)
B – Protetor solar só na praia e piscina. (Homem moderno)
C – Usa cremes no verão. (Bicha fresca)
D – Usa cremes o ano todo. (Bichona total)
E – Não vive sem hidratante. (Fila de espera da operação pra troca de sexo)
8 – Animais de estimação
A – Animal de quê? (Macho)
B – Tem um vira-lata que come restos da comida. (Homem)
C – Tem cão de raça que vive dentro de casa e come ração especial. (Bicha)
C – O cão de raça dorme na sua própria cama. (Bichona total)
E – Prefere gatos. (Totalmente passiva)
9 – Plantas
A – Nem pra comer. (Troglodita)
B – Come algumas de vez em quando. (Rambo)
C – Tem umas no quintal, nem são regadas. (Homem)
D – Tem plantinhas na varanda do apartamento. (Viado)
E – Rega, poda e conversa com as flores do jardim. (Bichona perdida)
10 – Espelho
A – Não usa. (Viking)
B – Usa para fazer barba. (Macho)
C – Admira sua pele e observa seus músculos. (Gay)
D – Idem c, e ainda analisa a bunda. (Louca)
E – Admira-se com diferentes camisas e penteados. (Traveco)
11 – Penteado
A – Não se penteia. (Macho)
B – Só se penteia pra sair à noite. (Homem)
C – Se penteia várias vezes ao dia. (Fresco)
D – Pinta o cabelo. (Bichona total)
E – Dá conselhos de penteados. (Bichaça louca)
12 – Limpeza da casa
A – Varre quando a sujeira estala na sola do pé. (Animal)
B – Varre quando o pó cobre o chão. (Macho)
C – Varre uma vez por semana. (Fresco)
D – Limpa com água, detergente e aromatizante. (Gayzaço)
E – Usa espanador de pó e tem um avental. (É a esposa do espanador)
13 – Filmes
A – Sexta-feira 13, A Hora do Pesadelo, Brinquedo Assassino, Laranja Mecânica, Pânico. (Mad Max)
B – Indiana Jones; filmes de Charles Bronson, Chuck Norris e Bruce Lee. (Macho)
C – Os Trapalhões, Loucademia de Polícia, Um Tira da Pesada. (Fresco)
D – Forrest Gump, A Lagoa Azul; filmes de Richard Gere, Leonardo di Caprio e Julia Roberts. (Bichona)
E – Super Xuxa contra o Baixo-Astral, Eliana e o Segredo dos Golfinhos. (Gazelaça)

Rolê no shopping sempre foi moda

Não é de hoje que dar um rolê no shopping é uma “novidade” e nunca um tema tão besta é tão discutido e debatido nas redes sociais, e em todos os meios de comunicação. Um fato é latente: quando pobres adolescentes se mobilizam com os meios elitizados, no caso a internet, o assunto tomou dimensões estratosféricas. Mas, estes mesmos shoppings foram palco de manifestações de mulheres pelo direito à amamentação, chamado de “mamaço” e foi convocada pela mesma rede, houve ainda a campanha contra homofobia por meio do beijo gay nas praças de alimentação nos shoppings, entre outros.
Então porque os roles chamaram atenção? Seja qual for a resposta, ela terá tom ideológico-político. Mas precisamente, porque são pobres, curtem funk e aparecem em grande número. A grande maioria não quer roubar nada, quanto menos fazer algum tipo de arrastão quer apenas se divertir e conhecerem novas pessoas, como afirmou um jovem em entrevista à reportagem da TV Globo.
Moda antiga, lembro quando estudava na E.E. Dr. Alberto Levy, na Avenida Indianópolis, que fica em um bairro nobre na zona sul de São Paulo. Quando tínhamos aula-vaga, combinávamos e íamos em “bando” até o Shopping Ibirapuera. Lá encontrávamos com outros jovens de outras escolas que tinham ao redor e ficávamos na escadaria externa atrás do shopping, onde ficava o cinema e em frente a um fliperama que existia na Rua Maracantins. Passávamos horas ali azarando. Uma turma preferia ficar na parte interna no primeiro piso onde tinha vários bancos, um jardim e uma fonte de água. Eram muitos estudantes e ali era um ponto de encontro sagrado. Todos sabiam disto.
Para evitar este público, o Shopping Ibirapuera fechou o cinema, o fliperama na Maracantins não existe mais, e a fonte de água com bancos que havia na parte interna foram retirados há tempos.
Qual a diferença destas duas épocas? Talvez a música, ou seja, o rock não representa mais os anseios dos jovens, pois é algo pasteurizado demais. É um monte de menininhos e menininhas bonitinhas fazendo caras e bocas com uma guitarra ganhada pelo papai, como Restart, KLB, NXzero, CPM22... Como gostar de rock ouvindo isto? Não há referência.
O funk não, o batidão carioca... (“quero deixar claro, que não defendo e não gosto deste estilo, porém é original, no sentido da realidade da produção), ele canta esta “realidade” por meio de seu estilo, que é a “ identidade funk”. As letras não dizem nada, aliás, são recheadas de palavrões, que passam despercebidos... A molecada aprova: sacanagem-ostentação – um tapa na cara nas grandes produtoras e gravadoras que apostam milhões no sertanejo, no rock de mentira das bandinhas.
Mas elas não param, e descobrem Anita, Valesca Popozuda, MC Catra, Naldo... Um pandemônio de funkeiros que seguem a “linha”, e suas músicas tocam nas rádios.
Identidade - Estes dias estava em viagem e pensei: “Porque quando era adolescente não coloquei uma mochila nas costas e fui viajar?” Olhei ao meu redor, e não vi um adolescente sozinho sequer. Adolescente pertence ao grupo. Sua identidade é múltipla, característica da pós-modernidade. O escritor Stuart Hall deixa bem claro em sua obra: “A identidade cultural na pós-modernidade”. E, este fenômeno também nos atinge, pois o meio nos possibilita a múltiplas identidades.

Tratar o caso com repressão é afirmar e confirmar que há preconceito, como aconteceu no shopping Interlagos, onde os jovens compareceram em massa e foram reprimidos.

Acabaram-se os discos e os amigos secretos

Tá certo! Pode até parecer coisa nostálgica e coisa e tal! Mas, a brincadeira de “amigo secreto” ou “amigo oculto” sem presentear ou ser presenteado com um CD, não tem a menor graça. A brincadeira ficou penosa e chata.
Para começar, o parâmetro dos preços destes presentes era baseado nos valores dos discos, em torno de R$ 30 a R$ 60. Os valores eram baseados nos lançamentos de discos das principais bandas, que estavam bombando nas lojas e dos álbuns e, todos queriam aquele disco raro ou o mais vendido da época, que geralmente eram caros e todos queriam ganhar. A maioria dos presentes até pouco tempo, era o CD, pois quase todos pediam, com exceção de alguns é claro, pois faz parte da regra.
Ainda tenho em casa dezenas destes discos que me foram presenteados. Um dos mais raros foi o álbum “The Queen is dead” dos Smiths, que ganhei da Claudia, quando cursava o 2º ano colegial no Alberto Levy e, este ainda foi comprado na antiga loja “Hi-Fi”, pois tem um enorme selo na capa, o que valorizava ainda mais o presente. Tenho ainda o Pink Floyd, U2, Housemartins, Iron Maiden, Legião Urbana II, Paralamas, Titãs, AC/DC, que foram presentes desta brincadeira.
Agora está tudo chato. Não sei escolher roupa nem pra mim, imagina para os outros? Perfume é algo pessoal, assim como roupa, sempre peço ajuda de alguém da brincadeira para me auxiliar nos presentes, pois não tenho a mínima ideia do que comprar.
Hoje, amigo secreto só em família, pois há uma intimidade maior, mas evito esta brincadeira a todo custo em qualquer outro ambiente, pois já não tem mais graça. A não ser que as pessoas combinem que os presentes só possam ser duas coisas: livros ou CDs.

Com o pé na porta, ops! No e-mail

Acho que ninguém gosta de abrir a pasta de e-mails recebidos e encontrar um monte de e-mails indesejados. Recebo até poucos, comparando-os com de amigos. Nas 4 contas de e-mails que possuo, chego a receber umas 250 mensagens por dia. É um número absurdo. As empresas de marketing obtêm a cada instante o nosso endereço e, insistem e propagandas das mais diversas, que vão desde os produtos, que realmente temos interesses, como Hotel Urbano Groupon, Peixe Urbano, ou algo do gênero, até propagandas capciosas, como; “aumente o tamanho do seu pênis”.
Gastamos um enorme tempo, selecionando quais e-mails devemos abrir e lê-lo, porém está cada vez mais difícil. Não porque não temos interesses, é pelo tempo que leva para fazer esta filtragem. Antes, bastava identifica-lo como “spam” e já estava resolvido, hoje não! É uma verdadeira praga.
Lembrei-me de quando era criança, daqueles antigos vendedores de livros da enciclopédia Barsa. Era uma “profissão de luxo”, os caras batiam de porta em porta, utilizando uma maletinha com alguns exemplares, folhetos e super alinhados, usavam terno e gravata. Certa vez um destes caras bateu lá em casa.
Meu pai, por educação o deixou adentrar na sala, e o tal vendedor conseguiu tal feito, ao perguntar se havia estudante em casa. Morando na periferia, onde muitos moleques da minha idade não iam mais à escola, o meu pai respondeu orgulhoso: sim! Porém, esta foi a senha para o vendedor, utilizar de suas artimanhas das palavras e tentou convencê-lo que a tal enciclopédia com mais de 50 livros (cada um do tamanho da bíblia), seria a solução para os meus estudos até a faculdade.
O valor daquele negócio era tão caro, mais tão caro, que era quase o mesmo preço de um fusca, o carro mais popular, da época, isso lá nos anos 80. Só então, percebeu que era uma furada, que não tinha condições. Mas o cara insistia, insistia, insistia... Minha mãe serviu café, e o cara de tanto falar, quase ficou para a janta. Mas, enfim, o negócio não foi fechado, o cara desistiu.
Depois disso, vieram outros vendedores, todos iguais. Parecia aquela cena clássica, quando você abre a porta e a pessoa, querendo entrar põe o pé, para que você não a feche. É bem isso os e-mails atuais. Os vendedores não batem mais na sua porta, eles a invadem sua casa por meio do computador, mais exatamente pelo e-mail.
O que fazer então? É bem simples: paciência faz parte da tecnologia, da tal modernidade, ruim, é. Impossível sem ela.