terça-feira, novembro 04, 2008

Noticia de doentes, para doentes ou para ficar doente?

O noticiário que ganha às páginas de jornais, aparece na televisão, no rádio e infesteiam a Internet não é dos melhores. Tragédias, guerras, mortes, seqüestros, etc. Mas, sempre foi assim. Até bem pouco tempo a Folha de São Paulo tinha até uma seção que fugia á regra que se chamava “Boa Notícia”, pois o trágico de tão comum, não chama mais atenção, mas sim as coisas boas. Mas algo realmente me chamou atenção estes dias e, que passa despercebido por todos, é a campanha do Diário de São Paulo, que diz: “Junte dois selos e na compra de um remédio genérico, ganhe outro”. É para ficar doente ou notícia para doente? Não sabemos. Mas eu comprei.
Comprei o tal periódico não pela promoção, mas pela surpresa do tal anúncio. Na verdade, todos querem ganhar alguma coisa de graça, nem que seja “injeção na testa”. Provavelmente os leitores deste jornal devem estar na terceira idade, ou enfermos e gostam de ler o tal jornal enquanto esperam serem atendidos no hospital, sei lá!
Enquanto o papel da imprensa que deveria alertar as pessoas sobre doenças, para evitá-las. O jornal promove remédios... Não que seja ruim, talvez inapropriado. Bom, talvez o periódico esteja se antecipando ao futuro do país, que segundo dados do IBGE, a população brasileira com mais de 70 anos já é de 7,7 milhões e pode chegar a 34,3 milhões em 2050.
Bom, enquanto não chegamos lá, nos resta então ficar atentos a estas promoções... E que venha a doença! Pois dessa forma poderemos participar da promoção! Hehehe...

2 comentários:

  1. É caro Sergio, lamentável esse apelo do Diário de São Paulo. Promoção que dá remédios. Acho que a equipe de marketing do jornal é que deve estar doente. Incentivar o uso de medicamentos, isso não é nada saudável. Remédios devem ser vendidos somente com apresentação de receita médica. E essa deve conter a quantidade necessária que o paciente deve tomar. Então, essa coisa de "compre um e ganhe outro" para incentivar a venda de medicamentos é um contrasenso, principalmente vindo de um veículo de comunicação, da imprensa, a quem caberia o papel de esclarecer seus leitores sobre o risco da auto-medicação.

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  2. Devemos ver a promoção, meu caro "mano" sob duas óticas.

    Claro que assusta num primeiro momento. Como assim? Promover remédios, auto-medicação... que absurdo! É óbvio que sim. Talvez fosse até correto que o Diário de São Paulo promovesse a saúde e não a doença.

    Mas... como a vida tem, no mínimo dois lados, pense nas pessoas que realmente precisam viver ou sobreviver e que essa caixinha de genérico que ela ganha, ou que alguém lhe dá, corresponde, proporcionalmente a um sopro de esperança.

    Você sabe e conhece a minha militância na área de saúde pública. É um absurdo promover remédios, mas tenha certeza: será de grande valia para muita gente!

    Abraços!

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