quarta-feira, julho 01, 2015

A minha escola está diferente

A minha escola dos tempos de criança era melhor do que as escolas dos meus outros amigos. Este pensamento era compartilhado por muitos moleques da minha infância. As aulas de educação física eram pela manhã, três vezes por semana, as meninas eram as mais bonitas, os professores eram os mais legais e carismáticos, quer dizer, nem todos.
Nas aulas de educação física das meninas, íamos assistir é claro, afinal, elas usavam saias e um shorts vermelho bem peculiar que as deixavam muito mais bonitas. Na escola, todos os anos tinha um campeonato de futebol para os meninos e de vôlei para as meninas, que paravam a aulas e todos assistiam. Era fantástico.

Ainda na educação física, tínhamos aulas de vôlei, basquete, atletismo, tênis de mesa nos dias da chuva, exercícios físicos e futebol. Nas aulas, ninguém chegava em cima da hora, se entrávamos as 15h, às 14h ou às 13h30 já estávamos lá, em frente ao portão, onde bedel Wilson era o responsável para abri-lo. Ou senão ficávamos em frente à igreja do Padre Tony, que ficava na esquina e tinha ainda o tio da pipoca que comíamos com pimenta, e ficávamos conversando e vendo as meninas chegarem com seus aventais brancos.
Nos dias de calor ficávamos ao lado da tia que vendia sorvetes, naqueles carrinhos antigos, que tem os sabores coloridos que ficam dentro de um vidro em cima desta máquina. Nos dias que a merenda era hot dog, era uma festa danada, sempre tinha algum moleque que descobria não sei como, bem antes do horário do intervalo, e um dizia ao outro: "hoje é cachorro quente..."
Hoje é diferente, entrei lá estes dias, a entrada é outra, agora fica no portão lateral, a quadra é bem menor, não vejo a mesma empolgação lá, dos alunos atuais. Lembro que a sala da diretoria era encerada e tinha um brilho danado, hoje é um piso de lajota qualquer bem barata. E muitas mães na fila para tentar transferência de seus filhos para uma escola particular (as que podem fazer isto). Voltei para casa a pé pelo mesmo caminho, e percebi que a rua é a mesma, os problemas também, mas as pessoas e a escola já estão bem diferentes.

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