Durante o último ano de faculdade, o fotógrafo Marcos Fávero, amigo da Metodista começou a registrar os integrantes do grupo no Centro Cultural Vergueiro, esta foto estava no meu mural que a fotografei e tentei restaurar a imagem.
Vivemos em uma sociedade cada vez mais orientada pela
meritocracia, onde bens materiais, indicadores e gráficos positivos se
transformam em símbolos máximos de competência. Nesse modelo, a desumanização
não é um efeito colateral — é parte do processo. Basta observar o cotidiano das
escolas estaduais de São Paulo, onde professores e estudantes convivem
diariamente com metas, avaliações externas, plataformas digitais e cobranças
que transformam a educação em território de constante monitoramento. Apesar dos
avanços tecnológicos, o paradoxo é evidente: quanto mais ferramentas surgem
para facilitar a vida humana, mais direitos parecem ser comprimidos em nome da
eficiência e do lucro.
Esse cenário expõe o desgaste de um ideal que começou há
séculos, no Renascimento, quando o humanismo colocou o ser humano no centro das
reflexões e decisões. Hoje, esse princípio parece enfraquecido diante da lógica
produtivista que orienta as relações sociais. A construção de um novo
humanismo, capaz de restabelecer o equilíbrio entre a realização individual e o
bem-estar coletivo, torna-se não apenas desejável, mas necessária.
Passei uma tarde ouvindo Smiths... E me deparei fotografando-me... Caracas, todos horríveis, mas pode-se "ver a música" por meio da camisa e do disco.
Por todos os meios que puder,
De todas as maneiras que você pode,
Em todos os lugares que você puder,
Em todas as vezes que você puder,
Para todas as pessoas que você puder,
Enquanto você pode sempre.
SEDE... Eu tenho sede! Sede de olhar, sede degustar, sede de mastigar, sede de comer. TENHO SEDE... Até de beber!
Fome: de comida, de fast food, de coxinha, bata frita, esfiha, pastel, bolinho de carne, pizza de boteco... Fome! da palavra com sabor.
"...There are times when all the world's asleep
O que eu não gostava no passado, hoje gosto e o que eu
gostava hoje não gosto. Nossos gostos são tão estranhos, assim como as nossas escolhas,
do que gostar ou não. Quando criança por algum fato ou evento qualquer,
decidimos gostar de algo, pelos nossos sentidos, e com o passar do tempo vamos
mudando de ideia, experimentando as sensações que antes não gostávamos.
O mais estranho disto tudo é o desgostar, não é o “não
gostar”. Isto pode acontecer por vários motivos e razões, pode ser desde algo
comestível, até mesmo um estilo musical, um local que frequentava, ou até mesmo
algo mais sério como um trabalho, emprego ou até mesmo uma pessoa.
A cantora Adriana Calcanhoto em sua música “Senhas”, diz: “O
que eu não gosto é do bom gosto; eu não gosto de bom senso; eu não gosto dos
bons modos; não gosto”. Em sua música ela não diz o que gosta, apenas o que “não
gosta”, o resto ela “atura”. E esta, é um verbo interessante “aturar”. Isto não
quer dizer que gostamos de algo, apenas “aguentamos”, ou seja, sobrevivemos com
aquilo que não gostamos, mas não há aqui o “desgosto” em si.
Mas para fechar este pequeno texto, quanto mais experiente
ficamos, mas decepcionado com certas situações ficamos. Daí vem o termo “desgostoso”.
O que antes era bom, hoje já não é mais, assim como o futebol, a música, a
política, a economia do país, a política educacional... O mais triste é quando
ficamos desgostosos com pessoas, por conta de desvio de caráter.
As dedicatórias dos livros sempre me fascinaram. Certa vez comprei um livro usado e achei um ingresso de um show que aconteceu nos anos 70. Nas primeiras páginas ainda tinha uma dedicatória de amor para quem este livro era destinado.
Um dia achei um livro do Edgard Alan Poe usado e tinha uma dedicatória de um presente de aniversário.
Já achei um livro que tinha um ex-prefeito de uma cidade do interior de São Paulo.
Outro fato interessante é quando as pessoas apenas escrevem o seu nome e o ano em que o livro foi comprado. Ou ainda tem aquelas notas de rodapés ou escrevem fastos complementando as informações dos livros. Tudo isto é fantástico e pensei: Porque não há uma pesquisa sobre as dedicatórias de livro?
E ano passado, ao visitar a biblioteca da Universidade de Ohio, me deparei com estas dedicatórias de livros antigos e achei a coisa mais fantástica da biblioteca que merecia ser registrada.
Estaes livros expostos, mostram o quanto são importantes as dedicatórias em livros.
Novamente, após uma longa data, volto a escrever. Tantas coisas aconteceram desde os últimos textos. Aos poucos tentarei resgatar, palavras, imagens e reticências de um passado que está tão presente.
Hoje eu cai! Literalmente tombei! É estranho confessar um
acidente cujo culpado é você mesmo! Sabe quando você está andando e fica
pensando na vida e tropeça, tenta se manter em pé arrumando um passo aqui e
outro ali e de repente a queda? Pois é! Aconteceu hoje. Fazia tempo que não
caia, assim, do nada. Geralmente caio sempre quando estou jogando bola, agente
leva um empurrão aqui, outro ali; se joga no chão quando cata no gol, ou dá
aquele carrinho. Mas, do nada, sem empurrão nenhum, apenas andando, tropecei e
cai. Caracas! E desta vez tem um culpado: o celular.
A última vez já tem décadas, tropecei em uma pedra e torci o
tornozelo. Tive que ficar dois meses com uma tala no pé. Desta vez, o celular
foi à causa deste acidente. Todos nós sabemos que falar ao celular e fazer outra
atividade qualquer, é correr risco desta segunda atividade dar completamente
errado.
Estava em um áudio tão tranquilo e falava com eloquência
enquanto caminhava por uma descida pela calçada com a cabeça levemente empinada
para encostar a boca no microfone do aparelho... Quando de repente meu pé
direito deu uma topada em um cimentado desta calçada que estava pelo menos uns quatro
centímetros mais alto que o piso da via... O resultado foi devastador.
Na mão esquerda estava o aparelho próximo à boca, na mão
direita levava uma mochila e no momento do tropeço o desequilíbrio aconteceu de
forma súbita no momento em que o pé direito topou com o tal obstáculo. O corpo
foi jogado pra frente imediatamente e nesta hora, cambaleante e sem mãos,
tentei equilibrar-me com uma passada um pouco maior com a perna esquerda quando
senti uma forte dor no músculo posterior da coxa. Nestes milésimos de segundo
passou um filme e pensei: Fudeu! Vou cair, ainda tive tempo de dar mais um
passo com a perna direita, completamente desequilibrada, sem mãos... O chão se
aproximava em câmera lenta... "Não
acredito que estou caindo", pensei.
O chão ainda não tinha chegado, mas o corpo voava pela
calçada em um voo sutil... Resolvi largar a mochila e o pouso começou com o
cotovelo direito na terra da calçada e logo em seguida vi o celular escapara da
minha mão esquerda, encerrando de vez o assunto que nem lembrava mais; senti a
parte lateral do corpo deslizar repentinamente pelo cimento crespo do asfalto,
o suficiente para deixar o sangue à mostra e finalmente aceitei a queda: caí.
A sensação é hilariante, pois todos na via que passavam já
me julgavam: "Tá vendo o que dá?! Andar e falar ao celular ao mesmo
tempo", imaginei este pensamento. Enfim! Todas as quedas há um aprendizado,
pois o mais importante é se levantar.
Às vezes imaginamos certas coisas bestas, tipo: Ah! Se eu ganhasse na loteria, faria isto, isto e isto!; ou ainda, se eu tivesse isto, faria aquilo de forma diferente: Na verdade o parâmetro deste pensamento é a particula "se". Nós a amamos!
O "Se" é a razão pela qual os sonhos nascem e também morrem, mas não podemos viver sem o "se". Se eu fosse rico: Se ganhasse na loteria; Se eu tivesse feito deste jeito; e por aí vai uma porrada de formas de se utilizar o "SE" com letras garrafais.
Na verdade, no caso de o SE ser uma partícula apassivadora, a frase estará na VOZ PASSIVA SINTÉTICA, ou seja, neste caso o sujeito simples é passivo: CANDIDATO, porque não é ele quem pratica a ação de APROVAR, ao contrário, ele é o alvo da ação verbal.
Mas, vou terminando por aqui, "Se" não vou me perder nestes pensamento insólitos!
Não, isto não é apenas uma negativa, é a afirmação de uma discórdia,
Não! Não acredito na punidade dos impunes, pois a justiça é conivente,
Não! Não acredito na tolerância, pois a intolerância não tem misericórdia dos justos,
Não! Não acredito nas mídias sociais, pois a propaganda de fake news são as novas notícias de produtos sociais,
Não! Não aceito as esmolas dadas pelo governo, pois o apelo é por empatia social, mas sem a comoção social não verbalizada,
Sim! Acredito na mudança de sair da situação de vencido e ainda dar esperança ao perdido que há uma virada por vir.
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| Bolacha de sabor churrasco |
Sombras te acompanham na escuridão. Sozinho calcula o próximo passo… Alguém grita pelo seu nome em vão… Mente pesada, nervos de aço. Imagina então aquela música, os ritmos ditavam as batidas do coração. Aquela mensagem poderia lhe revigorar. Seus olhos então começam a se abrir levemente. Mesmo assim, seus passos eram incertos.
Olhos abertos na escuridão, uma falsa sensação de segurança.
Mas a música ditava o ritmo de seus passos… Caminho certo, caminho suave. Os Os olhos tentavam seguir os pés, mas não os viam na penumbra sombria… Aos poucos, seus olhos acostumados com a escuridão, começavam a ver. Seu caminho, seu ritmo, sua luz. Foi assim… Os olhos e os pés.